<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/">
<channel>
<title>Real Nacional — Política</title>
<link>https://realnacional.ai/</link>
<atom:link href="https://realnacional.ai/politica/rss.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/>
<description>Planalto, Congresso, tribunais e as urnas de 2026.</description>
<language>pt-BR</language>
<copyright>© 2026 Real Nacional</copyright>
<lastBuildDate>Wed, 26 Aug 2026 04:33:25 GMT</lastBuildDate>
<image><url>https://realnacional.ai/img/logo.png</url><title>Real Nacional — Política</title><link>https://realnacional.ai/</link></image>
<item>
<title>TSE ganha régua para deepfake: Mendonça propõe critério que separa sátira de fraude eleitoral</title>
<link>https://realnacional.ai/noticia/tse-mendonca-criterio-deepfake-eleicoes-2026/</link>
<guid isPermaLink="true">https://realnacional.ai/noticia/tse-mendonca-criterio-deepfake-eleicoes-2026/</guid>
<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 22:47:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Redação Real Nacional</dc:creator>
<category>Inteligência Artificial</category>
<category>Política</category>
<category>Eleições 2026</category>
<category>TSE</category>
<category>Deepfake</category>
<description>Vice-presidente da Corte leva ao plenário tese que define deepfake pelo grau de realismo capaz de enganar o eleitor; conteúdo sintético rotulado continua permitido. A proposta nasce de vídeos feitos com IA que associavam Flávio Bolsonaro ao dono do Banco Master.</description>
<enclosure url="https://realnacional.ai/img/stf.jpg" type="image/jpeg" length="0"/>
<media:content url="https://realnacional.ai/img/stf.jpg" medium="image"><media:title>Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília</media:title><media:credit>Pexels</media:credit></media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://realnacional.ai/img/stf.jpg" alt="Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília"></p><p>A Justiça Eleitoral passou anos proibindo deepfakes sem dizer, com precisão, o que é um deepfake. Nesta terça-feira (25), o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, tentou fechar essa lacuna: em decisão individual, propôs ao plenário uma tese para uniformizar o entendimento da Corte sobre conteúdo gerado por inteligência artificial nas campanhas.</p>
<p>O ponto central da proposta é simples de enunciar e difícil de aplicar: o uso de IA, por si só, não configura infração. O que caracteriza o deepfake é o grau de realismo — áudio, vídeo ou imagem sintética “apta a produzir falsa percepção de autenticidade” sobre uma manifestação, um comportamento ou uma circunstância atribuída a alguém.</p>
<h2 id="duas-categorias-dois-regimes">Duas categorias, dois regimes</h2>
<p>Na régua de Mendonça, o material se divide em dois grupos. De um lado, o conteúdo sintético que informa claramente sua origem artificial — a caricatura, a animação, a montagem explicitamente fantasiosa — que segue permitido, desde que cumpra as exigências de rotulagem e identificação já previstas nas resoluções do TSE. De outro, o deepfake propriamente dito, definido pelo realismo capaz de simular autenticidade, que passa a ter proibição expressa quando usado para beneficiar ou atacar uma candidatura.</p>
<p>A distinção importa porque a resolução vigente já veda deepfakes, mas deixava aos juízes eleitorais de cada estado a tarefa de decidir, caso a caso, onde termina a sátira e começa a fraude. Com a campanha oficial em curso desde 16 de agosto e a expectativa de uma enxurrada de disputas envolvendo IA, o relator argumenta que só uma tese fixada pelo plenário garante segurança jurídica e decisões coerentes em todo o país.</p>
<h2 id="o-caso-que-originou-a-tese">O caso que originou a tese</h2>
<p>A decisão foi tomada na análise de vídeos publicados pela página @forabolsonaro que associavam o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. O material, produzido com IA, apresentava imagens fotorrealistas de um sósia reproduzindo declarações atribuídas ao banqueiro — sem qualquer indicação de manipulação. Mendonça determinou a remoção do conteúdo e usou o episódio como caso de referência para a tese.</p>
<blockquote>O uso de inteligência artificial, sozinho, não é infração. A infração é produzir a falsa impressão de que um fato real aconteceu.</blockquote>
<h2 id="o-que-muda-para-as-campanhas">O que muda para as campanhas</h2>
<p>Se o plenário confirmar a proposta, o precedente valerá para todos os processos semelhantes até outubro. Na prática, as equipes de comunicação passam a ter três perguntas a responder antes de publicar qualquer peça gerada por IA: o material está rotulado como sintético? Ele tem realismo suficiente para ser confundido com um registro real? Ele beneficia ou ataca uma candidatura? Duas respostas erradas bastam para a remoção — e, potencialmente, para uma representação por propaganda irregular.</p>
<p>O movimento do TSE acontece enquanto o Marco Legal da IA (PL 2338/2023) segue sem votação final na Câmara, o que deixa a Justiça Eleitoral como a principal fonte de regras aplicáveis ao uso da tecnologia em 2026.</p><p><em>Fontes: <a href="https://www.poder360.com.br/poder-justica/mendonca-propoe-tese-para-definir-deepfake-e-proibir-conteudos/">Poder360 — Mendonça propõe tese para definir deepfake e proibir conteúdos</a>; <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/">CNN Brasil — Mendonça propõe ao TSE critério para definir deepfake nas eleições</a>; <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/mendonca-manda-remover-deepfake-que-associa-flavio-a-vorcaro-e-propoe-nova-regra/">Gazeta do Povo — Mendonça manda remover deepfake que associa Flávio a Vorcaro e propõe nova regra</a>; <a href="https://oantagonista.com.br/brasil/mendonca-propoe-criterio-para-definir-deepfake-eleitoral/">O Antagonista — Mendonça propõe critério para definir deepfake eleitoral</a></em></p><p><a href="https://realnacional.ai/noticia/tse-mendonca-criterio-deepfake-eleicoes-2026/">Leia no Real Nacional</a></p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Fim da escala 6x1: Omar Aziz mantém texto da Câmara e Senado tenta promulgar PEC antes da eleição</title>
<link>https://realnacional.ai/noticia/fim-escala-6x1-senado-omar-aziz-ccj-2-setembro/</link>
<guid isPermaLink="true">https://realnacional.ai/noticia/fim-escala-6x1-senado-omar-aziz-ccj-2-setembro/</guid>
<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:58:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Redação Real Nacional</dc:creator>
<category>Política</category>
<category>Congresso Nacional</category>
<category>Trabalho</category>
<category>PECs</category>
<category>Escala 6x1</category>
<description>Relator entrega parecer na quinta (27) e a CCJ vota em 2 de setembro; o governo precisa de 49 votos no plenário na única semana de esforço concentrado que resta antes de outubro.</description>
<enclosure url="https://realnacional.ai/img/trabalho.jpg" type="image/jpeg" length="0"/>
<media:content url="https://realnacional.ai/img/trabalho.jpg" medium="image"><media:title>Trabalhadora em fábrica têxtil</media:title><media:credit>Pexels</media:credit></media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://realnacional.ai/img/trabalho.jpg" alt="Trabalhadora em fábrica têxtil"></p><p>O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, descartou nesta terça-feira (25) qualquer alteração no texto aprovado pela Câmara em maio. A decisão é estratégica: qualquer mudança devolveria a proposta aos deputados e enterraria a chance de promulgação antes das eleições de outubro.</p>
<p>O calendário ficou definido. Aziz entrega o parecer na tarde de quinta-feira (27); a Comissão de Constituição e Justiça vota na quarta-feira seguinte (2 de setembro). Se aprovada, a PEC segue para o plenário, onde precisa de 49 votos favoráveis — tudo dentro da semana de 31 de agosto a 4 de setembro, a última em que o Congresso funciona antes do pleito.</p>
<h2 id="o-que-a-pec-muda">O que a PEC muda</h2>
<p>A proposta extingue a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, hoje a regra para boa parte do comércio, dos serviços e da indústria. A oposição sugere uma alternativa com negociação direta entre patrão e empregado e pagamento por hora — desenho que o relator rejeitou ao preservar o texto da Câmara. Pesquisa Datafolha citada no debate mostra 71% dos brasileiros favoráveis à redução da jornada.</p>
<h2 id="a-leitura-politica">A leitura política</h2>
<p>A PEC é a principal bandeira do Planalto para a reta final da campanha, e sua tramitação acelerada é resultado direto da reaproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, costurada em agosto com a participação do ministro José Guimarães e da líder do governo, senadora Teresa Leitão. Análise da CNN Brasil resume o cálculo: a vitória no tema ajuda o presidente a enfrentar a piora do cenário econômico — o boletim Focus desta semana cortou a projeção do PIB de 2026 para 1,95% e mantém a Selic em 13,75%.</p>
<blockquote>Uma PEC popular, um Senado alinhado e uma semana de prazo. O risco não é a rejeição; é o relógio.</blockquote>
<h2 id="o-que-pode-dar-errado">O que pode dar errado</h2>
<p>Duas coisas: obstrução da oposição na CCJ, que empurraria a votação do plenário para depois de 4 de setembro — na prática, para depois da eleição —, e a disputa por espaço na pauta com as outras prioridades do governo para a mesma semana: a PEC da Segurança Pública, o projeto de minerais críticos e a MP que encerra a “taxa das blusinhas”, cujo prazo é 8 de setembro.</p><p><em>Fontes: <a href="https://www.tnh1.com.br/noticia/nid/relator-preserva-texto-da-camara-e-facilita-o-avanco-do-fim-da-6x1-para-governo-lula/">TNH1 — Relator preserva texto da Câmara e facilita o avanço do fim da 6x1 para governo Lula</a>; <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/">CNN Brasil — Análise: 6x1 ajuda Lula a enfrentar piora na economia</a>; <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/mercado-reduz-projecao-para-crescimento-da-economia-em-2026">Agência Brasil — Mercado reduz projeção para crescimento da economia em 2026</a></em></p><p><a href="https://realnacional.ai/noticia/fim-escala-6x1-senado-omar-aziz-ccj-2-setembro/">Leia no Real Nacional</a></p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Brasil e EUA sentam à mesa na segunda (31) para negociar o tarifaço de 25%</title>
<link>https://realnacional.ai/noticia/brasil-eua-reuniao-tarifaco-31-agosto/</link>
<guid isPermaLink="true">https://realnacional.ai/noticia/brasil-eua-reuniao-tarifaco-31-agosto/</guid>
<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:22:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Redação Real Nacional</dc:creator>
<category>Política</category>
<category>Economia</category>
<category>Estados Unidos</category>
<category>Tarifaço dos EUA</category>
<category>Comércio exterior</category>
<category>Donald Trump</category>
<description>Reunião virtual entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer foi acertada em telefonema de 1h20 entre Lula e Trump; as sobretaxas atingem US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras.</description>
<enclosure url="https://realnacional.ai/img/porto.jpg" type="image/jpeg" length="0"/>
<media:content url="https://realnacional.ai/img/porto.jpg" medium="image"><media:title>Porto de contêineres com guindastes</media:title><media:credit>Pexels</media:credit></media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://realnacional.ai/img/porto.jpg" alt="Porto de contêineres com guindastes"></p><p>Um mês e meio depois de os Estados Unidos imporem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, os dois governos marcaram a primeira reunião formal para negociar. O encontro virtual será na segunda-feira (31), às 14h30 de Brasília, entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer.</p>
<p>A retomada do diálogo foi acertada em telefonema entre os presidentes Lula e Donald Trump na sexta-feira (21). Segundo o Palácio do Planalto, a conversa durou cerca de uma hora e vinte minutos, foi cordial e abriu um novo canal entre Brasília e Washington após semanas de troca de comunicados.</p>
<h2 id="o-tamanho-da-conta">O tamanho da conta</h2>
<p>As tarifas de 25%, aplicadas em julho, atingem cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras. Depois, Washington acrescentou 12,5% sobre outros produtos. A lista inclui ferro, aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, farmacêuticos e máquinas — setores com peso relevante na indústria do Sudeste e do Sul.</p>
<h2 id="os-argumentos-de-cada-lado">Os argumentos de cada lado</h2>
<p>Os EUA justificam as medidas com uma lista heterogênea: desmatamento, acordos comerciais preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, o Pix, o etanol e trabalho forçado. O Brasil considera as justificativas infundadas, abriu processo na Organização Mundial do Comércio alegando violação das regras multilaterais e sustenta, nas palavras de Lula, que “as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos”.</p>
<h2 id="o-que-esta-em-jogo-alem-do-comercio">O que está em jogo além do comércio</h2>
<p>A menção ao Pix e à propriedade intelectual coloca a agenda digital na mesa — num momento em que o governo brasileiro acaba de anunciar uma cooperação de R$ 1,276 bilhão com empresas chinesas para desenvolver modelos de inteligência artificial em português. A reunião de segunda-feira será a primeira leitura de quanto Washington está disposto a ligar os dois temas.</p><p><em>Fontes: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/brasil-e-eua-definem-data-de-reuniao-para-discutir-tarifaco">Agência Brasil — Brasil e EUA definem data de reunião para discutir tarifaço</a>; <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/">CNN Brasil — Brasil e EUA marcam reunião sobre tarifaço para próxima segunda (31)</a></em></p><p><a href="https://realnacional.ai/noticia/brasil-eua-reuniao-tarifaco-31-agosto/">Leia no Real Nacional</a></p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Rio exonera 6,1 mil comissionados e projeta economia de R$ 221 milhões até dezembro</title>
<link>https://realnacional.ai/noticia/rio-exonera-6-mil-comissionados-economia-221-milhoes/</link>
<guid isPermaLink="true">https://realnacional.ai/noticia/rio-exonera-6-mil-comissionados-economia-221-milhoes/</guid>
<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 18:10:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Redação Real Nacional</dc:creator>
<category>Política</category>
<category>Rio de Janeiro</category>
<category>Gestão pública</category>
<category>Eleições 2026</category>
<description>Governo interino do desembargador Ricardo Couto de Castro reduz secretarias de 32 para 28 e mira “funcionários fantasmas”; Cláudio Castro renunciou ao cargo e foi declarado inelegível pelo TSE em junho.</description>
<enclosure url="https://realnacional.ai/img/rio.jpg" type="image/jpeg" length="0"/>
<media:content url="https://realnacional.ai/img/rio.jpg" medium="image"><media:title>Vista aérea do Rio de Janeiro com o Pão de Açúcar</media:title><media:credit>Pexels</media:credit></media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://realnacional.ai/img/rio.jpg" alt="Vista aérea do Rio de Janeiro com o Pão de Açúcar"></p><p>O governo do Rio de Janeiro exonerou 6.145 servidores comissionados até 21 de agosto e fez 2.496 novas nomeações, numa reestruturação que reduziu o número de secretarias de 32 para 28. A economia projetada é de R$ 221 milhões até dezembro, e novas exonerações são previstas conforme as auditorias em andamento forem concluídas.</p>
<p>A limpeza é conduzida pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, que assumiu o governo interinamente em 23 de março, após a renúncia de Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado. Castro foi declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral em junho.</p>
<h2 id="os-fantasmas">Os fantasmas</h2>
<p>Segundo a gestão, grande parte dos exonerados eram “funcionários fantasmas”: não possuíam senhas de acesso aos sistemas estaduais e apareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto. A justificativa oficial combina reestruturação administrativa e combate à corrupção.</p>
<h2 id="o-efeito-na-disputa">O efeito na disputa</h2>
<p>O corte acontece a pouco mais de um mês da eleição para o governo do estado e para o Senado — na qual o ex-governador é candidato. Para a oposição, a operação expõe o tamanho da máquina montada nos últimos anos; para aliados de Castro, é um gesto do interino para marcar posição. Os R$ 221 milhões, num orçamento estadual de dezenas de bilhões, pesam menos que o simbolismo.</p><p><em>Fontes: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-08/rio-exonera-61-mil-comissionados-e-preve-economia-de-r-221-milhoes">Agência Brasil — Rio exonera 6,1 mil comissionados e prevê economia de R$ 221 milhões</a></em></p><p><a href="https://realnacional.ai/noticia/rio-exonera-6-mil-comissionados-economia-221-milhoes/">Leia no Real Nacional</a></p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Lula 41%, Flávio 36%: pesquisas de agosto mostram vantagem no 1º turno e empate técnico no 2º</title>
<link>https://realnacional.ai/noticia/pesquisas-lula-41-flavio-36-segundo-turno-empate/</link>
<guid isPermaLink="true">https://realnacional.ai/noticia/pesquisas-lula-41-flavio-36-segundo-turno-empate/</guid>
<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 15:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Redação Real Nacional</dc:creator>
<category>Política</category>
<category>Eleições 2026</category>
<category>Pesquisas eleitorais</category>
<category>Lula</category>
<category>Flávio Bolsonaro</category>
<description>BTG/Nexus e PoderData convergem: o presidente lidera a corrida, mas o segundo turno está dentro da margem de erro. 78% dos eleitores dizem que o voto já está decidido — o maior índice da série.</description>
<enclosure url="https://realnacional.ai/img/urna.jpg" type="image/jpeg" length="0"/>
<media:content url="https://realnacional.ai/img/urna.jpg" medium="image"><media:title>Mão depositando cédula em urna transparente</media:title><media:credit>Pexels</media:credit></media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://realnacional.ai/img/urna.jpg" alt="Mão depositando cédula em urna transparente"></p><p>Dez dias depois do início oficial da campanha, as duas principais pesquisas nacionais de agosto contam a mesma história com números quase idênticos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno com folga fora da margem de erro, mas o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) é um empate técnico.</p>
<h2 id="btg-nexus-14-a-16-de-agosto">BTG/Nexus (14 a 16 de agosto)</h2>
<p>Na décima rodada da pesquisa BTG/Nexus, com 2.003 eleitores ouvidos por telefone nas 27 unidades da Federação e margem de erro de dois pontos percentuais, o cenário estimulado de primeiro turno mostra Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 36%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%; Renan Santos e Romeu Zema (Novo), com 4% cada. No segundo turno, Lula tem 47% contra 44% de Flávio.</p>
<p>O dado mais relevante para as campanhas talvez seja outro: 78% dos entrevistados afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição — o maior índice de consolidação da série histórica do levantamento. Entre os eleitores de Lula, 86% se dizem decididos; entre os de Flávio, 82%. Restam 20% que ainda podem mudar de ideia — e é neles que os R$ bilhões de campanha serão gastos.</p>
<h2 id="poderdata-9-a-12-de-agosto">PoderData (9 a 12 de agosto)</h2>
<p>A PoderData, com 2.400 eleitores e a mesma margem de dois pontos (registro TSE BR-06868/2026), encontrou Lula com 41% e Flávio com 35% no primeiro turno, com os demais candidatos até 4%. No segundo turno, a disputa é ainda mais apertada: 46% a 45%. A pesquisa testou outros adversários — Lula 45% × Caiado 44%; Lula 45% × Zema 43%; Lula 46% × Renan Santos 37%.</p>
<p>A rejeição é o espelho do empate: 48% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, e exatos 48% dizem o mesmo de Flávio Bolsonaro.</p>
<blockquote>Um primeiro turno decidido e um segundo turno indecidido: é a fotografia mais estável — e mais tensa — que a série de 2026 já produziu.</blockquote>
<h2 id="o-que-pode-mexer-nos-numeros">O que pode mexer nos números</h2>
<p>Três fatores estão na mesa nos próximos quinze dias: a votação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado, que o governo quer promulgar antes de outubro; a reunião Brasil–EUA sobre o tarifaço, em 31 de agosto; e a tese do TSE sobre deepfakes, que definirá o que as campanhas poderão ou não publicar com IA. Nenhum deles altera a estrutura da disputa — mas, com 20% de eleitores móveis e um segundo turno de um ponto, a estrutura não é o que decide.</p><p><em>Fontes: <a href="https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/pesquisa-btg-nexus-de-intencao-de-votos-para-presidente-do-brasil-17-de-agosto-de-2026/">Nexus — Pesquisa BTG/Nexus de intenção de votos para presidente do Brasil, 17 de agosto de 2026</a>; <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026/poderdata-presidente-pesquisa-agosto-2026/">Gazeta do Povo — PoderData divulga nova pesquisa para presidente</a>; <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pesquisas_de_opini%C3%A3o_para_a_elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_no_Brasil_em_2026">Wikipédia — Pesquisas de opinião para a eleição presidencial no Brasil em 2026 (consolidação TSE)</a></em></p><p><a href="https://realnacional.ai/noticia/pesquisas-lula-41-flavio-36-segundo-turno-empate/">Leia no Real Nacional</a></p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Marco Legal da IA emperra na Câmara e o Redata vira refém do calendário eleitoral</title>
<link>https://realnacional.ai/noticia/marco-legal-ia-pl-2338-impasse-redata-senado/</link>
<guid isPermaLink="true">https://realnacional.ai/noticia/marco-legal-ia-pl-2338-impasse-redata-senado/</guid>
<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Redação Real Nacional</dc:creator>
<category>Inteligência Artificial</category>
<category>Política</category>
<category>Regulação de IA</category>
<category>PL 2338 — Marco Legal da IA</category>
<category>Redata</category>
<category>Data centers</category>
<description>Aprovado por unanimidade no Senado em dezembro de 2024, o PL 2338 segue sem votação final no plenário da Câmara. O regime fiscal para data centers perdeu validade em fevereiro e depende de acordo com Alcolumbre — em um Congresso que só trabalha mais uma semana antes das eleições.</description>
<enclosure url="https://realnacional.ai/img/congresso2.jpg" type="image/jpeg" length="0"/>
<media:content url="https://realnacional.ai/img/congresso2.jpg" medium="image"><media:title>Congresso Nacional, em Brasília</media:title><media:credit>Pexels</media:credit></media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://realnacional.ai/img/congresso2.jpg" alt="Congresso Nacional, em Brasília"></p><p>O Brasil tem hoje uma regra clara para deepfakes eleitorais, um regime de incentivos para data centers que já expirou e um marco legal da inteligência artificial que tramita há mais de cinco anos. A combinação diz muito sobre como o país regula tecnologia: por decisões judiciais e medidas provisórias, enquanto a lei estrutural espera.</p>
<p>O PL 2338/2023, relatado no Senado pelo ministro-presidente da Casa à época, foi aprovado por unanimidade em 10 de dezembro de 2024 e chegou à Câmara em março de 2025. Ali, uma comissão especial presidida pela deputada Luísa Canziani e relatada por Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) realizou 31 reuniões, ouviu 180 convidados e votou 163 propostas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, chegou a alinhar um calendário: relatório final em 19 de maio, votação no plenário em 27 de maio.</p>
<p>Até o fechamento desta edição, não havia registro de votação final do texto no plenário — em 2 de junho, a Exame ainda descrevia o projeto como “atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados”, e desde então o assunto saiu da pauta.</p>
<h2 id="o-que-esta-no-texto">O que está no texto</h2>
<p>O projeto segue o modelo europeu do AI Act: classifica sistemas por nível de risco (excessivo, alto, baixo/moderado), garante direitos a pessoas afetadas — transparência, explicação e contestação de decisões automatizadas —, cria o Sistema Nacional de Regulação e Governança de IA (SIA) e prevê multas de até R$ 50 milhões por infração. Sistemas de alto risco, como os usados em seleção de candidatos a emprego e concessão de crédito, precisariam de avaliação de impacto prévia.</p>
<p>A crítica mais repetida por empresas e por parte do setor acadêmico é a transposição direta de um modelo desenhado para um mercado com características muito diferentes. O próprio relator resumiu a encruzilhada em maio:</p>
<blockquote>Talvez não seja o que o governo quer e nem o que o mercado quer. Mas é melhor alguma regulação que nenhuma.</blockquote>
<h2 id="redata-o-incentivo-que-caducou">Redata: o incentivo que caducou</h2>
<p>Enquanto o marco legal espera, o instrumento mais concreto de atração de investimentos em infraestrutura já perdeu validade. O Redata — Regime Especial de Tributação para Atração de Data Centers — foi criado pela Medida Provisória 1318/2025 e previa isenção de PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação para projetos de data centers, com o objetivo de reduzir custos operacionais que ficam de 20% a 30% acima da média internacional.</p>
<p>A MP caducou em 25 de fevereiro de 2026 sem que o Senado, presidido por Davi Alcolumbre, pautasse o projeto de conversão. A Lei Complementar 224/2026, aprovada no início do ano, complicou ainda mais a reativação do regime por vias ordinárias. O orçamento de 2026 reservava R$ 5,2 bilhões para o programa; a BrazilCham calcula que, com o Redata em vigor, os investimentos locais poderiam alcançar R$ 100 bilhões por ano e a capacidade instalada saltar dos atuais 750 MW para 3 GW até 2032.</p>
<h2 id="o-relogio">O relógio</h2>
<p>O Congresso terá apenas uma semana de esforço concentrado — entre 31 de agosto e 4 de setembro — antes das eleições de outubro. A prioridade declarada do Planalto para essa janela é a PEC do fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública, o projeto de minerais críticos e a MP que encerra a “taxa das blusinhas”. IA e data centers não estão na lista. Na prática, o marco legal e o Redata ficam para o próximo Congresso, eleito em outubro e empossado em fevereiro de 2027.</p>
<p>Para as empresas, o resultado é o pior dos dois mundos descrito por consultorias jurídicas: insegurança sobre as obrigações futuras de conformidade, sem o incentivo fiscal que justificaria acelerar os projetos agora.</p><p><em>Fontes: <a href="https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/57a-legislatura/comissao-especial-sobre-inteligencia-artificial-pl-2338-23">Câmara dos Deputados — Comissão Especial sobre Inteligência Artificial (PL 2338/23)</a>; <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233">Senado Federal — PL 2338/2023</a>; <a href="https://grownt.tech/pl-da-ia-avanca-na-camara-mas-redata-e-impasse-com-o-senado-travam-o-calendario/">Grownt — PL da IA avança na Câmara, mas Redata e impasse com o Senado travam o calendário</a>; <a href="https://exame.com/inteligencia-artificial/marco-legal-da-inteligencia-artificial-pl-2338-o-que-muda-para-empresas-com-a-nova-lei/">Exame — Marco Legal da IA (PL 2338): o que muda para empresas</a>; <a href="https://brazilcham.com/news/posts/brasil-se-torna-polo-de-data-centers-de-ia-com-investimentos-bilionarios-de-gigantes-da-tecnologia">BrazilCham — Brasil se torna polo de data centers de IA</a>; <a href="https://www.tnh1.com.br/noticia/nid/relator-preserva-texto-da-camara-e-facilita-o-avanco-do-fim-da-6x1-para-governo-lula/">TNH1 — Relator preserva texto da Câmara e facilita o avanço do fim da 6x1</a></em></p><p><a href="https://realnacional.ai/noticia/marco-legal-ia-pl-2338-impasse-redata-senado/">Leia no Real Nacional</a></p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Lula promete anunciar fim da “taxa das blusinhas” após encontro com Alcolumbre</title>
<link>https://realnacional.ai/noticia/lula-fim-taxa-das-blusinhas-alcolumbre-mp/</link>
<guid isPermaLink="true">https://realnacional.ai/noticia/lula-fim-taxa-das-blusinhas-alcolumbre-mp/</guid>
<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 21:40:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Redação Real Nacional</dc:creator>
<category>Política</category>
<category>Congresso Nacional</category>
<category>Economia</category>
<category>Consumo</category>
<category>Senado</category>
<description>Medida sobre compras internacionais de até US$ 50 depende de MP aprovada até 8 de setembro; presidente listou PEC da Segurança, fim da 6x1 e minerais críticos como prioridades da última semana do Congresso.</description>
<enclosure url="https://realnacional.ai/img/congresso.jpg" type="image/jpeg" length="0"/>
<media:content url="https://realnacional.ai/img/congresso.jpg" medium="image"><media:title>Congresso Nacional visto de baixo</media:title><media:credit>Pexels</media:credit></media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://realnacional.ai/img/congresso.jpg" alt="Congresso Nacional visto de baixo"></p><p>O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira (24) que pretende acabar com a chamada “taxa das blusinhas” — o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, criado em 2024. O anúncio formal, disse, virá depois de uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcada para quarta-feira (26). “Vamos anunciar o fim da taxa das blusinhas”, cravou, chamando o senador de “amigo”.</p>
<h2 id="a-condicao-uma-mp-ate-8-de-setembro">A condição: uma MP até 8 de setembro</h2>
<p>A medida não depende só do Planalto. Para manter a isenção do imposto de importação, uma medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso até 8 de setembro — data-limite que cai na semana seguinte ao esforço concentrado de 31 de agosto a 3 de setembro. Sem votação, a MP perde validade e a alíquota continua em vigor.</p>
<h2 id="a-lista-de-prioridades">A lista de prioridades</h2>
<p>Na mesma declaração, Lula listou o que quer ver votado na última semana útil do Congresso antes das eleições: a PEC da Segurança Pública, o fim da escala 6x1 e o projeto de minerais críticos. É uma agenda densa para cinco dias — e cada item depende do mesmo Senado que, em fevereiro, deixou caducar a MP do Redata sem votação.</p>
<h2 id="o-calculo-eleitoral">O cálculo eleitoral</h2>
<p>A taxa atinge diretamente o consumidor de baixa renda que compra em plataformas asiáticas — o mesmo público das pesquisas em que Lula lidera o primeiro turno com 41%. A reaproximação com Alcolumbre, costurada em agosto, transformou o Senado de obstáculo em aliado da agenda presidencial; a semana de 31 de agosto dirá se a aliança sobrevive à pauta.</p><p><em>Fontes: <a href="https://revistaforum.com.br/politica/lula-alcolumbre-taxa-das-blusinhas/">Revista Fórum — Lula chama Alcolumbre de “amigo” e crava: “Vamos anunciar o fim da taxa das blusinhas”</a></em></p><p><a href="https://realnacional.ai/noticia/lula-fim-taxa-das-blusinhas-alcolumbre-mp/">Leia no Real Nacional</a></p>]]></content:encoded>
</item>
</channel></rss>