terça-feira, 8 de setembro de 2026 · Edição diária

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Huang diz que H100 antigo ainda se valoriza, mercado paga mais caro e ele credita o salto ao Astra

CEO da Nvidia reagiu no X ao índice que mostra alta de 22% no aluguel do chip de três anos. Disse que compute virou ativo fungível e rentável e aproveitou para declarar a chegada da AGI com o GPT-6 Astra da OpenAI.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, fala em evento da empresa.
Para Huang, compute virou ativo fungível e rentável; ele saudou o GPT-6 Astra como marco da chegada da AGI. Foto: Wikimedia Commons

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou nesta terça-feira (8) que o aluguel do chip H100, lançado há três anos, subiu 22% no mês e atingiu US$ 3,28 por hora, segundo o Compute Price Index da Ornn Exchange. Em post no X, Huang classificou o compute da Nvidia como fungível, durável e altamente rentável, um ativo produtivo gerador de receita. No mesmo dia, declarou que o GPT-6 Astra, da OpenAI, marca a chegada da inteligência artificial geral (AGI).

O movimento do preço do aluguel do H100 encerra um debate que parecia vencido. O chip, lançado em 2022, deveria ter entrado em depreciação acelerada diante da sucessão de GPUs mais novas, mas o mercado paga mais caro por ele à medida que a demanda por capacidade de treinamento e inferência permanece superior à oferta.

Para Huang, o padrão é simples: Todo cronograma de depreciação assume que um chip desse tipo só perde valor. O mercado está pagando mais caro em vez disso. O comentário foi uma reação direta ao gráfico da Ornn, que mostra a escalada do preço por hora do H100 ao longo de 2026.

A Nvidia reforçou a leitura no último balanço. No segundo trimestre do ano fiscal de 2027, a receita total chegou a US$ 96,2 bilhões, alta de 106% sobre o ano anterior, puxada pelo segmento de data center, que somou US$ 89 bilhões, avanço de 117%. A companhia também devolveu US$ 26 bilhões a acionistas em recompras e dividendos, com US$ 99 bilhões ainda disponíveis no programa.

Em entrevista paralela, Huang saudou o lançamento do GPT-6 Astra pela OpenAI e disse que o modelo marca a chegada da AGI, posição mais ousada do que a do próprio CEO da OpenAI, Sam Altman. A fala coincide com um momento de pressão de mercado: a OpenAI lançou o Astra em 3 de setembro, e a Anthropic, de Dario Amodei, pausou parte de seus treinamentos avançados por causa de ataques de agentes descontrolados.

O conjunto ajuda a explicar por que o H100 antigo segue valorizado. A escassez de capacidade de GPU continua alimentando uma economia paralela de aluguel de hardware, na qual modelos mais novos disputam espaço com chips que, em condições normais, já estariam saindo de linha. Para Huang, isso não é anomalia, é a nova regra do setor.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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