terça-feira, 8 de setembro de 2026 · Edição diária

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Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 41% no 2º turno, diz Quaest; vantagem de 8 pontos do presidente em julho desapareceu

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (7) e tratada nesta terça (8) como principal destaque político do dia mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente empatados na simulação de segundo turno, ambos com 41%. A diferença de 8 pontos que Lula tinha em julho, 45% a 37%, se dissipou, e a corrida chega a um mês do primeiro turno marcada por empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Brancos, nulos e indecisos somam 13%, e quem não sabe em quem votar, 5%, de acordo com o levantamento.

Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, de terno escuro e gravata clara, sorrindo em frente à bandeira nacional em retrato oficial.
Nova rodada da Quaest recoloca Flávio Bolsonaro numericamente empatado com Lula no segundo turno; pesquisa mostra empate técnico dentro da margem. Foto: Senado Federal / Agência Senado (via Wikimedia Commons)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem numericamente empatados na simulação de segundo turno, ambos com 41% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) e tratada nesta terça (8) como principal destaque político do dia. A diferença de oito pontos que Lula tinha em julho, 45% a 37%, se dissipou, e a corrida chega a um mês do primeiro turno marcada por empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Brancos, nulos e indecisos somam 13%, e quem não sabe em quem votar, 5%, de acordo com o levantamento.

A nova rodada da Quaest, encomendada pela Globo e registrada no TSE sob o número BR-01720/2026, entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro e mostra o cenário mais apertado da corrida desde o início do calendário eleitoral. No primeiro turno, Lula aparece com 36% e Flávio, com 29%; Augusto Cury (Avante) vem em terceiro, com 8%.

A série registrada nos últimos meses mostra redução consistente da distância que o presidente havia aberto no meio do ano, especialmente após o desgaste do senador com o caso Dark Horse. Agora, a dois cenários de empate, a pesquisa indica que o resultado da eleição vai depender do comportamento do eleitorado que procura um candidato outsider ou moderado fora da polarização. Entre esses, um terço diz que vota em Lula, um quarto afirma que não vai votar em ninguém e 40% optam por Flávio.

O levantamento também aponta empate nas taxas de conhecimento, potencial de voto e rejeição. Lula tem potencial de 44% e rejeição de 53%. Flávio é rejeitado por 55% e tem voto potencial de 40%. O medo também aparece nivelado: 43% dos brasileiros dizem ter medo da volta da família Bolsonaro ao poder e 43% afirmam ter medo da continuidade do governo Lula.

A desaprovação ao governo Lula chegou a 50%, enquanto a aprovação caiu para 43%, segundo a Quaest. De julho para cá, ao contrário do observado em mandatos anteriores no mesmo período, a avaliação do presidente segue tendência de piora. A rejeição pessoal do presidente ficou em 53%, contra 55% do senador, ambos dentro da margem de erro.

Para Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o patamar atual de aprovação reduz as chances de reeleição do presidente. O especialista aponta que a piora está concentrada no Nordeste, onde a desaprovação subiu de 29% para 35%, no Sudeste, de 50% para 56%, entre homens, de 50% para 57%, e entre jovens, de 46% para 55%.

A base de Lula, segundo Nunes, varia entre 29% e 33%, enquanto a da família Bolsonaro parte de 24%. O restante do eleitorado se divide entre quem deseja um outsider (20%) e um moderado (17%). No segundo turno mais provável hoje, um terço de quem procura um outsider ou um moderado escolhe Lula, um quarto diz que não vai votar em ninguém e 40% optam por Flávio.

A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do PL e com a Secretaria de Comunicação da Presidência, mas não houve retorno até a publicação.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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