O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assinou a Portaria MF nº 2.946/2026 que mantém o subsídio ao óleo diesel em R$ 2,12 por litro. A regra passa a valer a partir de domingo (27), quando perde validade a Medida Provisória 1.363, de maio, que sustentava parte do benefício. Sem a mudança, o valor cairia para cerca de R$ 1 por litro.
Segundo o g1 e o Poder360, a pasta unificou a base legal do benefício na MP 1.391, de 11 de setembro, que autoriza a Fazenda a fixar a subvenção por ato próprio. Em nota, o ministério afirmou que a alteração não aumenta o subsídio: só evita a redução abrupta com o fim da MP anterior. A expectativa oficial é manter o patamar por um novo ciclo de cerca de 30 dias, conforme a evolução do petróleo.
A Folha de S.Paulo registra que a medida responde à volatilidade dos preços internacionais ligada à guerra no Irã e à alta do Brent acima de US$ 100 o barril. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. O governo também cita risco de repasse de custos ao transporte de cargas e ao transporte público urbano.
A renovação ocorre a oito dias do primeiro turno e integra o pacote de desonerações em combustíveis, com impacto fiscal estimado em R$ 7 bilhões por mês. Integram o mesmo conjunto a redução de PIS/Cofins na gasolina e no etanol. A oposição tende a tratar a portaria como gesto eleitoral; a Fazenda a apresenta como resposta técnica à crise externa de preços.



