quarta-feira, 26 de agosto de 2026 · Edição diária

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Lula 41%, Flávio 36%: pesquisas de agosto mostram vantagem no 1º turno e empate técnico no 2º

BTG/Nexus e PoderData convergem: o presidente lidera a corrida, mas o segundo turno está dentro da margem de erro. 78% dos eleitores dizem que o voto já está decidido — o maior índice da série.

Mão depositando cédula em urna transparente
Até o início de agosto, 99 pesquisas nacionais de primeiro turno haviam sido registradas no TSE. Foto: Pexels

Dez dias depois do início oficial da campanha, as duas principais pesquisas nacionais de agosto contam a mesma história com números quase idênticos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno com folga fora da margem de erro, mas o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) é um empate técnico.

BTG/Nexus (14 a 16 de agosto)

Na décima rodada da pesquisa BTG/Nexus, com 2.003 eleitores ouvidos por telefone nas 27 unidades da Federação e margem de erro de dois pontos percentuais, o cenário estimulado de primeiro turno mostra Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 36%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%; Renan Santos e Romeu Zema (Novo), com 4% cada. No segundo turno, Lula tem 47% contra 44% de Flávio.

O dado mais relevante para as campanhas talvez seja outro: 78% dos entrevistados afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição — o maior índice de consolidação da série histórica do levantamento. Entre os eleitores de Lula, 86% se dizem decididos; entre os de Flávio, 82%. Restam 20% que ainda podem mudar de ideia — e é neles que os R$ bilhões de campanha serão gastos.

PoderData (9 a 12 de agosto)

A PoderData, com 2.400 eleitores e a mesma margem de dois pontos (registro TSE BR-06868/2026), encontrou Lula com 41% e Flávio com 35% no primeiro turno, com os demais candidatos até 4%. No segundo turno, a disputa é ainda mais apertada: 46% a 45%. A pesquisa testou outros adversários — Lula 45% × Caiado 44%; Lula 45% × Zema 43%; Lula 46% × Renan Santos 37%.

A rejeição é o espelho do empate: 48% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, e exatos 48% dizem o mesmo de Flávio Bolsonaro.

Um primeiro turno decidido e um segundo turno indecidido: é a fotografia mais estável — e mais tensa — que a série de 2026 já produziu.

O que pode mexer nos números

Três fatores estão na mesa nos próximos quinze dias: a votação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado, que o governo quer promulgar antes de outubro; a reunião Brasil–EUA sobre o tarifaço, em 31 de agosto; e a tese do TSE sobre deepfakes, que definirá o que as campanhas poderão ou não publicar com IA. Nenhum deles altera a estrutura da disputa — mas, com 20% de eleitores móveis e um segundo turno de um ponto, a estrutura não é o que decide.

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Redação Real Nacional

Equipe editorial do Real Nacional. Cobertura de inteligência artificial, política e economia com fontes públicas citadas. Fundado por Izaias Pertrelly. Expediente · Política editorial · Correções

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