sábado, 10 de outubro de 2026 · Edição diária

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Lula 41%, Flávio 36%: pesquisas de agosto mostram vantagem no 1º turno e empate técnico no 2º

BTG/Nexus e PoderData convergem: o presidente lidera a corrida, mas o segundo turno está dentro da margem de erro. 78% dos eleitores dizem que o voto já está decidido, o maior índice da série.

Mão depositando cédula em urna transparente
Até o início de agosto, 99 pesquisas nacionais de primeiro turno haviam sido registradas no TSE. Foto: Pexels

Dez dias após o início oficial da campanha, as duas principais pesquisas nacionais de agosto chegam a números quase idênticos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno com folga fora da margem de erro, mas o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) é um empate técnico.

BTG/Nexus (14 a 16 de agosto)

Na décima rodada da pesquisa BTG/Nexus, com 2.003 eleitores ouvidos por telefone nas 27 unidades da Federação e margem de erro de dois pontos percentuais, o cenário estimulado de primeiro turno mostra Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 36%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%; Renan Santos e Romeu Zema (Novo) têm 4% cada. No segundo turno, Lula soma 47% contra 44% de Flávio.

Mais relevante para as campanhas talvez seja outro número: 78% dos entrevistados afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição, o maior índice de consolidação da série histórica do levantamento. Entre os eleitores de Lula, 86% se dizem decididos; entre os de Flávio, 82%. Restam 20% que ainda podem mudar de ideia até lá.

PoderData (9 a 12 de agosto)

A PoderData, com 2.400 eleitores e a mesma margem de dois pontos (registro TSE BR-06868/2026), encontrou Lula com 41% e Flávio com 35% no primeiro turno, com os demais candidatos somando no máximo 4%. No segundo turno, a disputa fica ainda mais apertada: 46% a 45%. O instituto também testou outros adversários: Lula 45% × Caiado 44%; Lula 45% × Zema 43%; Lula 46% × Renan Santos 37%.

A rejeição funciona como espelho do empate: 48% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, e exatos 48% dizem o mesmo de Flávio Bolsonaro.

PEC da 6x1, tarifaço e deepfake

Três fatores estão na mesa nas próximas duas semanas: a votação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado, que o governo quer promulgar antes de outubro; a reunião entre Brasil e EUA sobre o tarifaço, marcada para 31 de agosto; e a tese do TSE sobre deepfakes, que vai definir o que as campanhas poderão publicar com uso de inteligência artificial.

Nenhum desses episódios deve alterar a estrutura da disputa. Mas, com 20% de eleitores ainda dispostos a mudar de voto e um segundo turno separado por um ponto percentual, pequenas oscilações podem pesar no resultado final.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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