O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, retirou da pauta da sessão plenária desta quarta-feira (23) o julgamento sobre a conduta de André Mendonça na relatoria dos casos Banco Master e INSS. No lugar do embate com Alexandre de Moraes, a Corte priorizou ações ordinárias, entre elas a ADI 7465 sobre licença-maternidade de mães adotivas, com placar parcial de 4 a 0 a favor da equiparação.
A troca foi relatada pelo Estado de Minas / PlatôBR e ocorre após Fachin condicionar o exame das acusações de Moraes contra Mendonça à questão de ordem suspensa desde 15 de setembro por pedido de vista de Flávio Dino. Na véspera, Mendonça enviou manifestação pedindo o arquivamento da representação e rebateu as peças da Polícia Federal usadas pelo colega.
Em paralelo, interlocutores ouvidos pelo R7 disseram que os acenos de Fachin por uma trégua na Corte encontram resistência: parte dos ministros avalia que gestos de pacificação agora soariam como fraqueza institucional. Fachin já havia cancelado três sessões e sinalizava retomar a rotina de julgamentos sem colocar o núcleo da crise no centro da transmissão ao vivo.
Com 11 dias para o primeiro turno, a ala alinhada a Moraes defende deixar os desdobramentos para depois das eleições. Enquanto isso, Mendonça segue formalmente como relator de Master e INSS, mas a caneta prática está com a Presidência — e a paralisia dos dois inquéritos se alonga.



