terça-feira, 22 de setembro de 2026 · Edição diária

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Copom sob Galípolo vê atividade fraca e deixa novos cortes da Selic em aberto

Documento desta terça (22) detalha o quinto corte seguido, a 13,75%, e diz que a magnitude do ciclo será ajustada conforme os dados, com inflação ainda pressionada pela demanda.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil
Gabriel Galípolo comanda o Copom; ata desta terça deixa próximos cortes da Selic condicionados aos dados. Foto: Pedro França/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Comitê de Política Monetária do Banco Central divulgou nesta terça-feira (22) a ata da reunião em que reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano. Sob o comando de Gabriel Galípolo, o colegiado descreveu uma economia mais fraca sob o efeito dos juros altos e deixou em aberto o tamanho do ciclo de cortes, sem antecipar o passo de novembro.

A decisão da semana passada foi unânime e marcou o quinto corte seguido de 0,25 ponto. Na ata, o Copom afirma que as evidências de transmissão da política monetária para a atividade têm se acumulado gradualmente. A leitura do PIB do segundo trimestre confirmou desaceleração mais intensa nos setores e nos componentes da demanda mais sensíveis ao ciclo.

Mesmo assim, o comitê manteve o tom cauteloso. A inflação permanece pressionada pela demanda, as expectativas da pesquisa Focus seguem acima da meta de 3% e o balanço de riscos é assimetricamente altista. Em ambiente de expectativas desancoradas, diz o texto, é preciso restrição monetária maior e por mais tempo do que seria apropriado em outras condições.

O documento destaca desaceleração no crédito livre de prazos mais longos, mas aponta expansão do crédito direcionado a pessoas físicas e empresas, na linha de medidas do governo com potencial de impulsionar o consumo em ano eleitoral. O Copom voltou a pedir harmonia entre política fiscal e juros e disse que a magnitude do ciclo será ajustada à luz dos dados para manter a restrição adequada à convergência da inflação à meta. A próxima reunião está marcada para 3 e 4 de novembro, já após o primeiro turno.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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