A candidata ao Senado pelo Paraná Gleisi Hoffmann (PT) criticou nesta quarta-feira (23) a decisão da RPC TV, afiliada da Rede Globo no estado, de cancelar o debate entre postulantes ao cargo marcado para sexta-feira (25). Em postagem nas redes, a ex-ministra disse que se preparava para o confronto quando recebeu aviso de cancelamento "sem nenhuma explicação" e apontou o que considera relações históricas da emissora com o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo).
O cancelamento veio menos de 24 horas depois de o Tribunal Superior Eleitoral confirmar, por 5 votos a 2, a suspensão dos atos de campanha de Dallagnol. A cautelar impede pedidos de voto, participação em debates, propaganda gratuita e uso de recursos públicos enquanto vigorar. O nome dele permanece na urna, mas atos eleitorais estão suspensos. Segundo o Blog do Esmael, uma das campanhas confirmou a retirada do programa, previsto para 22h55 após a novela Quem Ama Cuida.
Gleisi afirmou que a emissora "estendeu essa proibição a todos os candidatos" e que a escolha fere o direito dos eleitores de ver debate na TV de maior audiência no Paraná. Ela lembrou que a Globo e afiliadas já fizeram ou farão debates ao Senado nos dez estados com mais eleitores, "menos no Paraná", quinto maior colégio eleitoral do país. Classificou a decisão como "vergonha" e "desrespeito". O Brasil 247 registrou que o cancelamento rompe acordo firmado com partidos na tarde de terça (22).
A disputa paranaense oferece duas vagas. Em 9 de setembro a Band Paraná reuniu seis candidatos, entre eles Gleisi e Dallagnol. Com a cautelar do TSE, a Banda B já havia cancelado sabatina com o ex-procurador. A restrição judicial recai sobre Dallagnol; o corte do debate inteiro é decisão editorial da RPC e tira da grade o principal confronto televisivo anunciado a nove dias do primeiro turno de 4 de outubro. Votaram pela suspensão Floriano de Azevedo Marques, Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior; André Mendonça e Kassio Nunes Marques divergiram.



