O Conselho Superior do Ministério Público Federal arquivou nesta sexta-feira (25) o pedido de investigação preliminar sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso Banco Master. O placar ficou em 5 votos a 4. Em votação separada, o colegiado decidiu por 9 a 0 manter Gonet à frente dos processos ligados ao Master.
O procedimento nasceu das menções a Gonet em dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de uma foto dos dois em evento em Londres, em 2024. Relator Francisco Sanseverino entendeu que não há elementos mínimos de autoria e materialidade. Destacou a ausência de conversas diretas entre Gonet e Vorcaro e que o número do procurador-geral não estava na agenda do celular apreendido. Celso Albuquerque, Alexandre Camanho, Hindenburgo Chateaubriand e Nicolao Dino acompanharam o arquivamento. O voto de Nicolao Dino, vice-presidente do conselho e irmão do ministro Flávio Dino, formou a maioria.
Janice Ascari abriu a divergência e pediu apuração preliminar. Samantha Chantal Dobrowolski, Ana Borges e José Adonis Callou seguiram. Criticaram o fato de Gonet ter pedido a nulidade do relatório da Polícia Federal que o citava e apontava Alexandre de Moraes como interlocutor de Vorcaro. Para a minoria, o PGR não poderia avaliar elementos sobre a própria conduta nem seguir como promotor natural do caso.
Gonet nega amizade com Vorcaro e classificou o encontro em Londres como contato brevíssimo e banal, na presença de outras autoridades. A PGR confirmou a autenticidade da foto e manteve que ele está apto a atuar. Como o procedimento o envolvia, Nicolao Dino presidiu a sessão. Ministros do STF de alas distintas avaliaram o arquivamento como acertado. Gonet segue no Master, mas o placar apertado deixou desgaste interno no MPF.



