A direção nacional do PT mandou cortar repasses para a campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A medida, divulgada pela VEJA neste domingo (20), levou a demissões na equipe de marketing e à redução do impulsionamento de conteúdos nas redes do candidato.
Otávio Antunes, marqueteiro da campanha petista no Estado, confirmou à revista que a ordem veio do diretório nacional e que os cortes o obrigaram a demitir integrantes da própria equipe. Ele não confirmou, porém, a interrupção total dos repasses voltados ao impulsionamento digital.
Dados do TSE citados pela VEJA e pelo R7 mostram que o PT já transferiu R$ 15 milhões do fundo eleitoral para a candidatura paulista, quase toda a receita declarada. Os gastos somam cerca de R$ 12,2 milhões. Quase 53% desse total, cerca de R$ 6,5 milhões, foi para a Urissane Comunicação, agência de Antunes.
A VEJA procurou a direção nacional do partido e não obteve resposta até a publicação. O corte cai em momento delicado: o Datafolha mais recente aponta Tarcísio de Freitas com 49% das intenções de voto no primeiro turno, ante 29% de Haddad, com margem de dois pontos.



