sexta-feira, 25 de setembro de 2026 · Edição diária

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Lindbergh pede ao STF inquérito contra Flávio e Willer por esquema na Loterj

Deputado pede apuração de lavagem e destino de R$ 20,9 mi da RioPag, intermediária de bets da loteria do Rio.

Lindbergh Farias, deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro
Lindbergh Farias: petição ao STF pede inquérito sobre esquema na Loterj envolvendo Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para apurar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve participação econômica, direta ou por intermédio de laranjas, na estrutura da RioPag S.A., empresa que intermediava pagamentos de casas de apostas credenciadas pela Loterj, a loteria do Estado do Rio de Janeiro. A petição também mira o advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal no caso do INSS. O pedido foi divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Poder360 e pelo Metrópoles.

Segundo a representação, Willer teria controlado a RioPag por meio de laranjas e usado o monopólio da intermediação de bets da Loterj como circuito financeiro para beneficiar Flávio de forma oculta. O texto aponta o uso de mansões e ilhas em Angra dos Reis, voos em jatos e imóveis mantidos pelo grupo. A petição cita ainda cerca de R$ 20,9 milhões em recursos públicos retidos pela RioPag que não foram localizados nas contas bancárias após ordem judicial de bloqueio, episódio que ajudou a encerrar o contrato com a loteria estadual.

Lindbergh pede inquérito sob supervisão do STF, quebra dos sigilos bancário e fiscal da RioPag e da Capital Pretium, identificação do beneficiário final e dos cotistas do fundo junto à CVM, planos de voo na Anac e no Decea, e oitiva de Lídia Mazelli, Hazenclever Cançado, Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro em até 60 dias. Em tese, as condutas poderiam configurar lavagem de dinheiro, peculato, fraude a licitações e irregularidades no sistema financeiro, hipóteses a serem investigadas e não fatos já comprovados.

O Poder360 e o Metrópoles buscaram a assessoria de Flávio Bolsonaro e de Willer Tomaz. Não houve resposta até a publicação das reportagens. O pedido chega no mesmo dia em que o governo Lula reforça a ofensiva contra o mercado de apostas online, com pacote que inclui restrições às bets.

Fontes consultadas

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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