segunda-feira, 21 de setembro de 2026 · Edição diária

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Lula embarca para a ONU e deve cobrar reforma do Conselho de Segurança

Petista abre a 81ª Assembleia Geral na terça (22), defende ampliação do Conselho e deve enviar recados sobre soberania sem citar nomes.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
Lula embarca para Nova York e abre a Assembleia Geral da ONU cobrando reforma do Conselho de Segurança. Foto: Ricardo Stuckert / PR / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (20) para Nova York, onde abre a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas na terça-feira (22). Por tradição desde 1955, o Brasil fala primeiro na sequência de chefes de Estado.

Além do discurso, Lula tem encontro previsto com o prefeito de Nova York e deve se reunir de forma breve com o secretário-geral António Guterres. O governo brasileiro recebeu ao menos 30 pedidos de reuniões bilaterais, mas deve atender poucos por falta de espaço na agenda e pela logística de segurança na região da assembleia.

Segundo interlocutores, o petista deve reforçar a defesa da reforma do Conselho de Segurança, com ampliação dos membros permanentes e inclusão do Brasil e de um representante africano. A pauta aparece em todos os discursos de Lula na Assembleia Geral e voltou à declaração conjunta do Brics neste ano.

O tema da sessão é restaurar a confiança e administrar transformações. Auxiliares dizem que o presidente enviará recados polidos sobre soberania e democracia, sem citar nomes, diante do que avalia como tentativas externas de interferência no processo eleitoral brasileiro. Donald Trump discursa logo após Lula.

A delegação inclui o chanceler Mauro Vieira, que permanece na cidade após o retorno do presidente, além de ministros de Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, Gestão, Povos Indígenas e Igualdade Racial. A comitiva brasileira também participa de reuniões do Conselho de Segurança, entre elas sobre a Palestina.

Fontes consultadas

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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