domingo, 27 de setembro de 2026 · Edição diária

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Mercadante deixa o BNDES de férias para comandar a campanha de Lula

Presidente do banco público afasta-se a partir de segunda (28), após reunião com Edinho Silva, para formular a estratégia da reeleição até o segundo turno.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES
Aloizio Mercadante: presidente do BNDES tira férias a partir de 28 de setembro para comandar a estratégia da campanha de Lula. Foto: World Economic Forum / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, vai tirar férias a partir desta segunda-feira (28) para se dedicar integralmente à formulação da estratégia da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi publicada pelo Painel da Folha de S.Paulo neste sábado (26).

A decisão veio depois de uma longa reunião com o coordenador da campanha, Edinho Silva. A ideia é que Mercadante fique afastado do banco público até o segundo turno das eleições. Sua tarefa será aprimorar as propostas de Lula para entrevistas, falas públicas e conteúdos da comunicação, diante da avaliação interna de que a leitura política dos temas que chegam ao presidente precisa melhorar.

Um dos quadros históricos mais influentes do PT, Mercadante fez discurso enfático em evento do presidente com empresários na noite de sexta-feira (25), em um hotel em São Paulo. Ele defendeu o papel do Estado como indutor da economia e citou a necessidade de reeleger Lula num contexto internacional em que a extrema-direita avança.

A convocação reforça o núcleo da campanha petista a uma semana do primeiro turno de 4 de outubro. Em junho, o próprio Mercadante havia dito ao Painel que não assumiria funções de coordenação da campanha por incompatibilidade com o cargo no BNDES; o afastamento por férias remove esse obstáculo formal e o coloca de volta no centro da estratégia eleitoral.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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