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Meta recusa notificação de manifestantes que cobram fim de shadowban na Faria Lima

Nove entidades, entre elas o MST e o Sleeping Giants Brasil, tentaram entregar uma notificação extrajudicial ao diretor da Meta no Brasil nesta segunda-feira (19), um dia depois de o TSE dar 24 horas para a empresa provar tratamento igual a Lula e Flávio Bolsonaro.

Manifestantes reunidos em frente a prédio corporativo de vidro
Entidades da sociedade civil protestaram em frente à sede da Meta na Avenida Faria Lima, em São Paulo, nesta segunda-feira (19). Foto: Pexels

Nove entidades da sociedade civil protestaram na tarde desta segunda-feira (19) em frente à sede da Meta na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e tentaram entregar uma notificação extrajudicial a representantes da empresa, segundo o G1 e o O Globo. A companhia se recusou a receber o documento no local.

O ato, batizado de "Meta, não se meta na nossa eleição", reuniu manifestantes no Edifício B32, conhecido como "prédio da Baleia", na Faria Lima, com concentração às 16h e encerramento previsto para as 20h. Segundo os organizadores, entre 200 e 300 pessoas participaram da manifestação, de acordo com o Poder360.

Quem convocou o protesto

A mobilização foi organizada por Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude, Brasil Popular, CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19, Diracom, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Sleeping Giants Brasil, de acordo com o Brasil247. A notificação extrajudicial foi endereçada a Conrado Leister, diretor-geral da Meta no Brasil, segundo o Poder360.

O que as entidades exigem da empresa

No documento entregue na portaria, as entidades cobram um conjunto de medidas da Meta: - divulgação de um comunicado público reconhecendo falhas na moderação de conteúdo - fim do bloqueio de anúncios eleitorais pagos a partir do exterior - criação de um painel público de transparência sobre contas suspensas - abertura de um canal de revisão para decisões de moderação - fim da redução seletiva de alcance, conhecida como shadowban - auditoria independente dos algoritmos da plataforma

Segundo os organizadores, parte dos cartazes do ato trazia os rostos de Mark Zuckerberg, Donald Trump e Elon Musk, além de uma frase sobre o processo eleitoral brasileiro, conforme registrou o Poder360.

Reclamações contra a Meta desde setembro

As entidades afirmam ter reunido milhares de relatos de usuários sobre suspensão de perfis, remoção de publicações e queda de alcance, concentrados majoritariamente em contas favoráveis a Lula. Um painel colaborativo chamado "De Olho na Meta" reuniu 430 notícias de mais de 200 veículos sobre o tema, das quais 97 apontam interferência direta da plataforma, segundo o Poder360. Reportagem da Folha de S.Paulo citada pelos organizadores também mostrou mensagens internas da empresa reconhecendo prejuízos ao alcance do perfil do presidente.

A Meta divulgou nota no último dia 16 negando interferência eleitoral, mas admitindo "falhas técnicas temporárias" que afetaram publicações da campanha de Lula, de acordo com o Poder360.

O prazo que o TSE deu à Meta

O protesto ocorreu um dia depois de o TSE determinar que a Meta tem 24 horas para comprovar que distribui de forma equivalente o alcance de conteúdos sobre Lula e Flávio Bolsonaro, segundo o Poder360. O caso corre em paralelo a outras ações no tribunal sobre a conduta da plataforma na campanha, e o resultado da checagem determinada pelo TSE deve indicar se a empresa segue sujeita a sanções adicionais antes do segundo turno, em 25 de outubro.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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