O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação contra três ex-diretores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acusados de tentar dificultar o deslocamento de eleitores no segundo turno de 2022. A decisão, de terça-feira (22), beneficia Djairlon Henrique Moura, Luis Carlos Reischak Junior e Rodrigo Cardozo Hoppe e foi repercutida por g1 e Brasil 247.
Os três haviam sido indiciados pela Polícia Federal em janeiro de 2025 sob suspeita de desobediência, prevaricação, restrição ao direito de voto e participação por omissão em tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, concluiu que não havia elementos suficientes contra os ex-dirigentes. Moraes acolheu o parecer e encerrou essa frente do inquérito.
Djairlon comandou a Diretoria de Operações; Reischak Junior chefiou a Inteligência e foi superintendente da PRF no Rio Grande do Sul; Hoppe atuou como diretor de Inteligência substituto. Em depoimento ao STF em 2025, Djairlon disse ter recebido orientação do Ministério da Justiça para fiscalizar ônibus rumo ao Nordeste e negou direcionamento político das blitzes.
No domingo do segundo turno, 30 de outubro de 2022, a PRF intensificou abordagens sobretudo no Nordeste, onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderava as pesquisas contra Jair Bolsonaro (PL). Dados do Ministério da Justiça apontaram 2.185 ônibus fiscalizados na região entre 28 e 30 de outubro, ante 571 no Sudeste. Moraes chegou a ordenar a suspensão imediata das operações, sob pena de prisão do então diretor-geral Silvinei Vasques, mas a ordem foi desrespeitada.



