sábado, 19 de setembro de 2026 · Edição diária

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Novo pede ao STF que Moraes fique impedido de votar no próprio caso

Partido protocola arguição a Fachin pedindo anulação do voto de Moraes na questão de ordem de Gilmar Mendes sobre o caso Master.

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal
Novo pede ao STF que Moraes fique impedido de votar no processo em que é alvo. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Public domain)

O partido Novo pediu na quinta (17) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado impedido de votar no processo em que é alvo. A arguição também pede a anulação do voto já proferido na questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes.

A questão de ordem surgiu na sessão de terça (15), quando o STF analisava o relatório da Polícia Federal sobre mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Gilmar pediu julgamento conjunto com o caso de André Mendonça e redistribuição da relatoria, hoje com Fachin.

Apesar de ser parte no processo, Moraes votou a favor do pedido de Gilmar. Com esse voto, o placar caminhava para 4 a 4. Flávio Dino pediu vista e seu voto não entrou na conta, deixando o placar provisório em 4 a 3 contra a unificação. Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli alegou suspeição por foro íntimo.

Para o Novo, há "confusão de papéis": Moraes atuou como interessado e depois como julgador. A legenda cita o Código de Processo Penal e diz que a natureza preliminar da questão de ordem não afasta o impedimento, porque o ministro ajudaria a definir as regras do próprio mérito.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou em nota que quem se defende nos autos não pode julgar a apuração. O partido pede impedimento ou, subsidiariamente, suspeição, com exclusão do voto, e manifestações da PGR e do próprio Moraes antes de qualquer retomada do julgamento.

Fontes consultadas

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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