O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) lança nesta terça-feira (22) o batalhão Bravo (Batalhão de Resposta Avançada Operacional), novo modelo de policiamento com motocicletas e uso de fuzis em corredores urbanos de São Paulo, sobretudo onde há mais roubos. A estreia ocorre a 13 dias do primeiro turno, com a segurança pública no centro da campanha de reeleição.
Segundo a Folha de S.Paulo, a operação começa com 150 motocicletas e 250 policiais. A primeira ronda sai às 15h na avenida Paulista, em frente ao parque Trianon, e segue até as 23h por áreas do centro da capital. O efetivo deve receber dados do sistema Muralha Paulista para priorizar trechos com mais registros de crimes.
A comandante-geral da PM, coronel Glauce Cavalli, afirmou que cada moto terá dois policiais, "sendo o segundo agente armado com fuzil". O secretário de Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, disse que as motos permitem atravessar o trânsito com mais rapidez, chegar a locais de difícil acesso e reduzir o tempo de resposta. A PM também cita o crescimento do uso de motos em roubos; o estado tem mais de 5,7 milhões de motocicletas registradas, segundo a Senatran.
A assessoria do governo diz que a iniciativa já vinha sendo estruturada há meses e consta do plano de governo protocolado na Justiça Eleitoral. Em reportagem da Jovem Pan sobre o plano, o Bravo era descrito em fase de preparação, com previsão de atuar ainda no mandato atual e meta de até 500 motocicletas com dois policiais cada — um deles com fuzil.
A estreia com 150 motos nesta terça marca a passagem do projeto à rua no calor da campanha. Tarcísio disputa a reeleição em São Paulo; a oposição, liderada pelo petista Fernando Haddad, tem feito da segurança um dos eixos do confronto. O governo apresenta o Bravo como resposta operacional a congestionamentos e a crimes praticados com motos, sem alterar o calendário eleitoral da operação.



