O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada da Federação PSDB-Cidadania da coligação Pernambuco de Coração, que apoia a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). A decisão monocrática, assinada no sábado (26) e divulgada neste domingo (27), cassou o acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco que havia mantido a federação na chapa por 4 votos a 3.
Toffoli ordenou que o TRE-PE adote, com urgência, as providências para readequar o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, considerada a posição de neutralidade da Federação PSDB-Cidadania na disputa por cargos majoritários no estado. A coligação de Lyra afirmou que vai recorrer.
O conflito nasceu dentro da própria federação. Em 31 de julho, a convenção estadual aprovou, por unanimidade, o apoio a Lyra. Dias depois, uma comissão interventora nacional, presidida por Aécio Neves (PSDB) e Alex Manente (Cidadania), decretou neutralidade. O TRE-PE manteve a federação na chapa; o caso chegou ao STF a pedido da própria federação e da Frente Popular de Pernambuco, coligação do prefeito João Campos (PSB).
Na decisão, Toffoli acolheu o argumento de que 10 dos 19 integrantes do Colegiado Nacional já haviam discordado da atuação estadual antes da convenção, por descumprimento da obrigação de submeter alianças ao colegiado. Para o ministro, manter a federação na chapa esvazia regras internas que fazem PSDB e Cidadania atuarem como partido único. Permanecem com Lyra o PSD, a Federação União Progressista (União Brasil/PP), o Podemos e o Avante.



