terça-feira, 8 de setembro de 2026 · Edição diária

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Mil maiores empresas do Brasil faturam R$ 8,3 tri e lucro salta 25,8% em 2025

Anuário Valor 1000 mostra segundo ano seguido de crescimento real; receita subiu 7,8% e 84% das mil maiores fecharam no azul. Cerimônia de entrega dos prêmios ocorre nesta noite, no hotel Unique, em São Paulo.

Maria Fernanda Delmas, diretora de redação do Valor Econômico, medeia o painel do evento Valor 1000 no hotel Unique, em São Paulo
Maria Fernanda Delmas, diretora de redação do Valor Econômico, comanda o painel desta noite (8) no hotel Unique; ela é a mediadora da conversa com Christopher Garman, Maria Cristina Fernandes e Lauro Jardim. Foto: Acervo Valor Econômico / divulgação

As mil maiores empresas do Brasil encerraram 2025 com uma receita líquida somada de R$ 8,3 trilhões, avanço de 7,8% em relação a 2024 (R$ 7,6 trilhões). É o segundo ano seguido de crescimento real (3,2%) e o melhor desempenho desde 2022. Os números constam da 26ª edição do anuário Valor 1000, divulgada nesta terça-feira (8) pelo Valor Econômico e Época Negócios, com chancela do Centro de Estudos em Finanças da FGV (FGVCef/EAESP/FGV-SP) e da Serasa Experian.

No lucro, a virada foi mais expressiva. O lucro líquido agregado das mil maiores subiu 25,8% em termos nominais, de R$ 337,5 bilhões para R$ 424,3 bilhões, alta real de 21%. A expansão interrompe um triênio de estagnação e quedas: -1,5% em 2022, -28% em 2023 e -26% em 2024. A fatia de companhias operando no azul passou de 81% para 84%.

Como o ranking é calculado

Os critérios mantêm a mesma régua dos anos anteriores. A avaliação da líder de cada setor combina nota contábil-financeira (70% do peso) e análise ESG (30%), esta última aplicada às três melhores colocadas na primeira etapa. A nota de corte da última colocada avançou cerca de 9% de um ano para o outro, de R$ 734 milhões para R$ 799,8 milhões de receita líquida. Das mil, 26% têm capital aberto no Brasil ou no exterior, e 1.036 companhias foram analisadas.

O anuário chega em um momento de retomada dos investimentos pelas grandes companhias. As líderes dos 28 setores seguem expandindo plantas, intensificando o uso de tecnologia e mantendo o foco em descarbonização, segundo o Valor. Entre os pontos em comum estão a digitalização de operações e a busca por financiamento de projetos de transição energética.

A cerimônia desta noite

A entrega dos prêmios ocorre nesta noite, no hotel Unique, em São Paulo, com transmissão a partir das 19h30 nos canais do Valor no LinkedIn, YouTube e Facebook. O ponto alto da cerimônia é a revelação da Empresa de Valor 2026, escolhida entre as 28 líderes setoriais por um comitê de 14 especialistas coordenado pelo Valor e pelo FGVcef. A programação inclui ainda um painel sobre o cenário político e econômico de curto e médio prazos, com Christopher Garman (Eurasia Group), Maria Cristina Fernandes (Valor/CBN) e Lauro Jardim (O Globo/CBN), mediado por Maria Fernanda Delmas, diretora de redação do Valor.

A edição tem patrocínio ouro de Alelo, Caixa Seguridade, Huawei e Deloitte; prata de FGV Educação Executiva, Vibra, MBRF, Febraban e XP; e bronze de Intelbras, CNI Sistema Indústria, Sicredi e Mineração Taboca. Azul é a companhia aérea oficial e GAC o carro oficial do evento.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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