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Vorcaro relatou R$ 3 milhões mensais a grupo de Jaques Wagner em delação rejeitada

Ex-banqueiro disse que Master pagava R$ 2 mi via PKL One e R$ 1 mi em espécie; PF e PGR rejeitaram a proposta.

Jaques Wagner, senador pelo PT da Bahia
Jaques Wagner: delação rejeitada de Vorcaro cita pagamentos mensais a grupo ligado ao senador. Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, que um grupo ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) recebia cerca de R$ 3 milhões por mês em vantagens ligadas a negócios do Banco Master na Bahia. A informação foi publicada pelo UOL e confirmada nesta sexta-feira (25) pela CNN Brasil.

Segundo o relato, R$ 2 milhões mensais saíam de contrato entre o Master e a PKL One, empresa que explorava o Credcesta, cartão de crédito consignado de servidores públicos baianos. Outro R$ 1 milhão seria pago em espécie a aliados do senador. Vorcaro também citou distribuição de dividendos, lucros e contratos que classificou como fictícios, inclusive um envolvendo a filha do parlamentar e uma offshore.

O ex-banqueiro disse que soube dos acertos pelo ex-sócio Augusto Lima e que nunca presenciou o pagamento. A proposta aponta Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, como operador do esquema e menciona o grupo de Wagner e do ministro Rui Costa no mesmo capítulo. Documentos confirmam o contrato de cerca de R$ 2 milhões mensais com a PKL One, mas não identificam Wagner como beneficiário direto dos valores.

PF e PGR recusaram a delação por falta de elementos de corroboração. A defesa de Wagner classificou as acusações como falsas e negou vínculo com a PKL One. A defesa de Vorcaro contestou a autenticidade do material divulgado, e a de Lima também negou o relato. Wagner deixou a liderança do governo no Senado em junho, após a Operação Compliance Zero, que já apontava vantagens indevidas ligadas ao Master.

Fontes consultadas

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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