O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) classificou neste sábado (26) como "aberração eleitoral" as medidas anunciadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final da campanha, entre elas a proibição das bets, o reajuste do Bolsa Família e o Desenrola 3.0. A crítica veio durante agenda em Varginha, no Sul de Minas Gerais, a oito dias do primeiro turno.
"Nós estamos diante de uma aberração eleitoral. Faltando poucos dias para a eleição, o governo federal fazer tantas coisas que ele teve quase quatro anos para estar fazendo. Por que ele aprovou as bets lá atrás? Visando só a arrecadação, mesmo que às custas da destruição financeira das pessoas mais humildes", afirmou Zema, segundo a CNN Brasil.
Em entrevista à Rádio Itatiaia no mesmo dia, o ex-governador de Minas disse apoiar o fim das apostas on-line, mas questionou o calendário. Chamou as bets de "cocaína digital" e perguntou por que o Planalto não agiu antes: "É na véspera de eleição que ele está fazendo isso? Está reajustando o Bolsa Família e teve mais medidas populistas. É populismo puro, é compra de votos."
Lula assinou na sexta-feira (25) a MP 1.394/2026, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o país. Novas apostas deixaram de ser permitidas; apostadores têm até 5 de outubro para sacar saldos e as plataformas devem sair do ar em 6 de outubro. O Poder360 registrou críticas semelhantes do candidato Renan Santos (Missão), que falou em "manobra eleitoreira".
Zema ainda acusou o petista de "oportunismo político puro" e prometeu, se eleito, reduzir a taxa de juros para menos da metade, simplificar o sistema tributário e ampliar crédito ao agronegócio. O Datafolha de 24 de setembro apontou Zema com 1% das intenções de voto no primeiro turno.



