Um tribunal federal de apelações em Washington decidiu nesta sexta-feira (25), por 2 votos a 1, que o Pentágono pode manter a Anthropic, dona do Claude e comandada por Dario Amodei, na lista de risco à cadeia de suprimentos. Na prática, os modelos da empresa seguem barrados dos sistemas e contratos militares dos Estados Unidos.
A disputa começou depois que a Anthropic se recusou a liberar o Claude para "todos os fins legais" pedidos pelo Departamento de Defesa. A companhia manteve linhas vermelhas contra armas autônomas letais e vigilância em massa de americanos. O governo Trump reagiu classificando a startup como risco de segurança nacional, rótulo normalmente reservado a empresas ligadas a adversários estrangeiros.
Os juízes entenderam que havia respaldo legal para a conclusão do Pentágono de que integrar o Claude aos sistemas de defesa poderia representar ameaça. Um dos três magistrados dissentiu. Em agosto, um juiz federal na Califórnia havia anulado parcialmente outra designação semelhante; essa vitória da Anthropic permanece válida e o governo não recorreu. Já a decisão de Washington preserva o veto militar específico.
A Anthropic disse discordar da sentença e avalia novos recursos, inclusive pedido ao plenário da corte ou à Suprema Corte. O subsecretário Emil Michael comemorou nas redes e afirmou que militares dormirão melhor sem que uma empresa privada imponha regras à cadeia de comando. O revés chega em momento sensível: a empresa aposta no mercado corporativo e prepara IPO que analistas projetam em escala bilionária.



