Em julho de 2026, o governo dos Estados Unidos impôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, atingindo cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações. Em seguida, adicionou 12,5% sobre outros itens. A lista inclui ferro, aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, farmacêuticos e máquinas.
As justificativas americanas
Washington cita desmatamento, acordos comerciais preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, o Pix, o etanol e trabalho forçado. O Brasil considera as justificativas infundadas e abriu processo na Organização Mundial do Comércio alegando violação das regras multilaterais.
A negociação
Um telefonema de cerca de 1h20 entre Lula e Donald Trump em 21 de agosto reabriu o canal. A primeira reunião formal — virtual — acontece em 31 de agosto, às 14h30 de Brasília, entre o ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
O que observar
A menção ao Pix e à propriedade intelectual coloca a agenda digital na mesa, num momento em que o Brasil acaba de anunciar cooperação de R$ 1,276 bilhão com empresas chinesas em inteligência artificial. Para os setores atingidos, a pergunta é se haverá retirada parcial das tarifas ou cotas por produto.
Perguntas frequentes
Qual é a tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros?
25% sobre uma lista que soma cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações, mais 12,5% adicionais sobre outros produtos.
Quais produtos brasileiros foram taxados?
Ferro, aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, farmacêuticos e máquinas, entre outros.
Quando Brasil e EUA vão negociar?
A primeira reunião formal é em 31 de agosto de 2026, virtual, entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer.
O Brasil recorreu à OMC?
Sim. O governo abriu processo na Organização Mundial do Comércio argumentando que as tarifas violam as regras da entidade.


