O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, deve ir a Goiânia nesta terça-feira (6) para receber o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) no segundo turno, segundo a CNN Brasil. A viagem foi confirmada pelo governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que anunciou o encontro em primeira mão.
Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2.605.148 votos. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, isso equivale a 2,18% dos votos válidos. Flávio recebeu mais de 56 milhões de votos e enfrentará no segundo turno o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, que teve 53,8 milhões.
O que Vilela anunciou
Vilela afirmou que Flávio estará em Goiás para receber o apoio do que chamou de grande líder do estado, o governador Ronaldo Caiado. Segundo a CNN Brasil, o grupo de Caiado pretende colocar sua estrutura política em Goiás à disposição da campanha do candidato do PL.
A declaração de Vilela tem peso próprio. Ele é do MDB, não do partido de Caiado, e foi reeleito governador. Ao anunciar o ato, passa a se associar publicamente ao esforço de Flávio no estado.
A decisão de Kassab e o silêncio sobre cargos
Na noite de domingo (4), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, liberou os diretórios estaduais e as lideranças do partido para adotarem a posição que quiserem no segundo turno. Na prática, o PSD não fechou uma orientação nacional, o que deixa Caiado livre para anunciar apoio sem contrariar a direção.
A CNN Brasil ouviu fontes da campanha de Flávio, que disseram não ter havido, até agora, conversa sobre oferecer um ministério a Caiado em um eventual governo do candidato do PL. O texto não detalha como será o ato nem o horário.
O que o apoio muda para a campanha
O ganho concreto está em Goiás. Os 2,6 milhões de votos de Caiado estavam espalhados pelo país, e o apoio dele a Flávio dá à campanha um aliado com estrutura política local em um estado onde agora também há um governador reeleito comprometido com o ato. A campanha de Lula ainda não tem declaração equivalente dos eleitores de Caiado, e a transferência de votos num segundo turno nunca é automática. Os números do primeiro turno mostram uma disputa em que 2,18% dos votos válidos, somados a quem votou em branco ou deixou de comparecer, podem pesar numa diferença que hoje separa os dois finalistas em pouco mais de dois milhões de votos.



