O nome de Deltan Dallagnol (Novo) já consta em mais de 70% das urnas eletrônicas destinadas ao Paraná, segundo fonte do Tribunal Superior Eleitoral ouvida pelo SBT News. Mesmo com a campanha suspensa pelo TSE, o ex-procurador pode receber votos em parte do Estado. Integrantes da Corte alertam que um indeferimento tardio do registro pode gerar contestação e até a hipótese de nova eleição no Paraná.
Nesta quarta-feira (23), o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná pautou, para as 14h, o recurso da coligação do PT contra a decisão que autorizou a candidatura de Dallagnol ao Senado. O caso figura como item 23 da sessão, conforme o R7 e o Estadão Conteúdo. O julgamento no TRE-PR ocorre em paralelo à liminar do TSE que mantém suspensos atos de campanha, propaganda e uso de recursos públicos.
A suspensão foi determinada no sábado (19) pelo ministro Floriano de Azevedo Marques e confirmada na segunda (21) por 5 votos a 2. Votaram pela manutenção Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva, Estela Aranha e Sebastião Reis. Kassio Nunes Marques e André Mendonça ficaram vencidos. A defesa de Dallagnol alega falta de acesso a autos sigilosos e pede que o TSE examine as provas já aceitas no Paraná.
O registro segue sob disputa porque o TSE, em 2023, entendeu que Dallagnol pediu exoneração antecipada do Ministério Público Federal para evitar procedimentos disciplinares. Se o TRE-PR mantiver o registro, ainda cabe recurso ao TSE até o fim da semana. Enquanto isso, o nome já carregado nas urnas transforma cada dia de atraso em risco jurídico para o pleito no Paraná.



