segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · Edição diária

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EUA mandam tirar a DeepSeek de todas as agências civis e proíbem novas compras de serviços com o modelo

O Departamento de Segurança Interna dos EUA ordenou a retirada de produtos da DeepSeek e de serviços de terceiros baseados no modelo, citando risco de envio de dados sensíveis à China. A decisão atinge também fornecedores do governo.

Ilustração de inteligência artificial com bandeira da China ao fundo
O Departamento de Segurança Interna dos EUA proibiu a DeepSeek em sistemas de TI de agências civis. Foto: Pexels / Tara Winstead

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) determinou nesta segunda-feira (19) que as agências civis do país removam de seus sistemas de TI os produtos da chinesa DeepSeek e também os serviços de terceiros que usam o modelo, segundo a Convergência Digital. A ordem vale ainda para compras futuras: as agências ficam proibidas de adquirir tanto os produtos da empresa quanto serviços desenvolvidos com a tecnologia dela.

Em comunicado, o DHS afirmou que os modelos da DeepSeek apresentam "múltiplos vetores de ameaça". A principal preocupação descrita é a possibilidade de que dados sensíveis sejam transferidos para a República Popular da China caso funcionários ou fornecedores do governo americano usem as ferramentas da empresa.

O alcance da ordem vai além do aplicativo

O ponto que mais chama atenção no texto é a inclusão dos serviços de terceiros. Ao mirar produtos que embutem o modelo da DeepSeek, a medida alcança softwares contratados de outras empresas, e não apenas o chatbot que o servidor público poderia instalar por conta própria. Fornecedores que revendem soluções construídas sobre esse modelo passam a ter um problema direto com o comprador federal.

A reportagem não informa o prazo para a retirada, o instrumento normativo usado nem a base legal da decisão. Também não detalha quais agências estão cobertas, além da referência genérica a órgãos civis. Esses pontos definem a dificuldade real de cumprir a ordem e ainda dependem de esclarecimento oficial.

A fonte ainda apresenta uma divergência de calendário: o subtítulo diz que a medida veio um dia depois do anúncio da DeepSeek, enquanto o corpo do texto fala em dois dias. Em qualquer das versões, a decisão americana veio logo após a empresa lançar uma atualização do seu modelo.

A atualização que chegou antes da proibição

A DeepSeek apresentou a versão V4.1-Flash-1017, que, segundo a empresa, conclui tarefas mais rápido e gera respostas mais curtas, com menor tempo de espera e custo. O modelo está disponível no site, no aplicativo e na plataforma para desenvolvedores. A companhia relata avanços em raciocínio, programação, compreensão de imagens e execução de tarefas por agentes de IA.

Os preços divulgados por milhão de tokens são de US$ 0,15 na entrada sem cache fora do horário de pico e de US$ 0,30 no pico. Na saída, o valor é de US$ 0,60 fora do pico e de US$ 1,20 no pico. Preço baixo é parte do apelo da empresa entre desenvolvedores, o que ajuda a explicar por que o modelo aparece dentro de serviços de terceiros.

O que muda para quem vende e compra IA

Para empresas que atendem o governo americano, a ordem cria uma exigência prática: mapear quais produtos usam a DeepSeek, direta ou indiretamente, e substituir o modelo antes de renovar contratos ou participar de novas compras. Companhias de outros países, incluindo as brasileiras que integram modelos abertos de origem chinesa em seus produtos, podem ser cobradas por clientes americanos a comprovar que não dependem dessa tecnologia.

A decisão afeta apenas sistemas de TI do governo civil dos EUA, e a DeepSeek continua disponível ao público. O texto-base também não traz resposta da empresa ao comunicado do DHS, e esse posicionamento ainda precisa ser acompanhado.

AD

Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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