domingo, 18 de outubro de 2026 · Edição diária

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Finep põe R$ 450 mi sem reembolso em 114 projetos e 75% vão para micro e pequenas

A segunda rodada do edital Mais Inovação Brasil subiu de R$ 300 milhões para R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis. O dinheiro vai para 114 projetos de empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, segundo a Agência Brasil.

Pesquisadores trabalhando em laboratório de inovação
A Finep financia projetos de risco tecnológico em empresas de todos os portes no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Foto: Pexels / Daria

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vai destinar R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis à segunda rodada do edital Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica, de acordo com a Agência Brasil, em reportagem publicada neste domingo (18). O valor previsto inicialmente era de R$ 300 milhões, e os R$ 150 milhões adicionais, um acréscimo de 50%, foram anunciados na sexta-feira (16).

O dinheiro é destinado a empresas de todos os portes que atuam nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A Finep informou que a chamada vai financiar 114 projetos considerados inovadores e de risco tecnológico, com impacto no desenvolvimento regional e relevância social.

Como o dinheiro se divide entre as regiões

Na distribuição inicial, o Nordeste ficou com a maior fatia, R$ 150 milhões. O Centro-Oeste recebeu R$ 100 milhões, e o Norte, R$ 50 milhões. Esses três valores somam os R$ 300 milhões originais do edital.

A reportagem não detalha como os R$ 150 milhões da complementação serão repartidos, nem como ficará a divisão final dos 114 projetos entre as três regiões. Também não informa prazos de inscrição nem os critérios detalhados de seleção.

Quem recebe: micro e pequenas lideram

Entre os projetos aprovados na distribuição inicial, 75% são de microempresas, com faturamento abaixo de R$ 1 milhão, ou de empresas de pequeno porte, com faturamento entre R$ 1 milhão e R$ 4,8 milhões. O dado indica que a subvenção chega principalmente a negócios pequenos, que em geral têm mais dificuldade para bancar pesquisa e desenvolvimento por conta própria.

A subvenção econômica é diferente do crédito: a empresa não precisa devolver o valor. Em troca, assume o compromisso de executar o projeto aprovado, com o risco tecnológico que isso envolve.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou a complementação. Segundo ela, o reforço significa mais investimento chegando às empresas e mais oportunidades para pesquisadores, e a chamada não é uma ação isolada. O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, afirmou que a iniciativa permite ao Estado compartilhar com as empresas o risco do desenvolvimento tecnológico.

Quem paga a conta e o que falta saber

Os recursos não reembolsáveis são públicos e saem do orçamento destinado à inovação, o que significa que o retorno esperado vem em forma de tecnologia, emprego qualificado e desenvolvimento regional, não de devolução financeira. Para empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regiões que historicamente recebem menos investimento privado em pesquisa, o edital funciona como uma fonte rara de capital sem juros.

Quem pretende concorrer em chamadas futuras deve acompanhar o site da Finep para conhecer prazos e regras de elegibilidade, informações que a reportagem da Agência Brasil não traz. Já as 114 empresas contempladas dependem agora da formalização dos contratos para receber os recursos.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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