A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou na madrugada desta quarta-feira (23) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) use na propaganda imagens ou trechos do discurso feito na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A petição, relatada pela CNN Brasil e pelo Brasil 247, pede liminar contra Lula e o vice Geraldo Alckmin e multa de R$ 50 mil por peça ou postagem em caso de descumprimento.
Os advogados, sob a coordenação de Maria Claudia Bucchianeri, alegam que o petista transformou o pronunciamento de chefe de Estado em palanque eleitoral. Na peça, a campanha afirma que a fala misturou temas da corrida, como escala 6x1, bets, Pix, soberania e risco de interferência estrangeira, e cita o trecho em que Lula diz que o eleitorado escolherá em 4 de outubro entre democracia e negacionismo. "A ONU, no entanto, não é palanque", resume o documento.
Como precedente, a representação aponta a decisão do TSE em 2022 que proibiu Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição, de usar na propaganda o próprio discurso na Assembleia Geral. A equipe de Flávio também pede a substituição de materiais já produzidos com imagens da viagem e atos correlatos.
O pedido chega a 11 dias do primeiro turno, com Lula e Flávio empatados tecnicamente nas últimas Quaest e Datafolha. O Planalto e a campanha petista ainda não responderam publicamente à representação nesta madrugada. O TSE ainda não divulgou se apreciará o pedido em caráter liminar nesta quarta.



