segunda-feira, 21 de setembro de 2026 · Edição diária

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Gilmar Mendes cobra imparcialidade do TSE e avisa que STF pode revisar atos

Decano do STF fala em risco de politização da Justiça Eleitoral e diz que a Corte segue como instância de supervisão do processo.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal
Gilmar Mendes cobra imparcialidade do TSE e sinaliza supervisão do STF sobre o processo eleitoral. Foto: Elza Fiúza/ABr / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, cobrou na noite de sexta-feira (19) uma atuação apartidária do Tribunal Superior Eleitoral e avisou que o STF pode revisar atos da Justiça Eleitoral se entender necessário para preservar a Constituição e os próprios precedentes.

Em publicação nas redes sociais, Gilmar afirmou que o risco mais grave ao processo eleitoral "vem de dentro": a politização da Justiça Eleitoral. Segundo ele, quem tenta engajar o TSE em "proselitismo partidário" precisa avaliar se reúne condições de permanecer no tribunal. O decano pediu que partidos e o Ministério Público Eleitoral fiscalizem a imparcialidade dos ministros e apontem suspeição quando ela se configurar.

A mensagem chega em meio à crise aberta no STF entre o grupo ligado a Gilmar, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, de um lado, e André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, do outro. Mendonça é vice-presidente do TSE e Nunes Marques preside a Corte eleitoral. Dias antes, Gilmar havia chamado Mendonça de "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral".

No mesmo texto, o ministro reforçou a credibilidade das urnas eletrônicas e citou o desafio de deepfakes e propaganda falsa com inteligência artificial. Ele sustentou que o STF continuará agindo como "instância de supervisão" do processo eleitoral, intervindo quando for preciso para preservar a Constituição.

A declaração amplia o embate institucional às vésperas da campanha de 2026: o decano do STF coloca sob escrutínio público a condução do TSE e sinaliza que decisões da Justiça Eleitoral podem voltar ao plenário do Supremo se forem vistas como partidarizadas.

Fontes consultadas

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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