A ICC Brasil, braço local da Câmara de Comércio Internacional, divulga nesta terça-feira (8) uma carta aberta sobre o escândalo do Banco Master. O texto, intitulado Integridade, Governança e Transparência: Pilares Inegociáveis para o Brasil, pede que os fatos sejam apurados com rigor e imparcialidade pelos canais competentes. A Folha publicou o documento às 12h29.
A entidade reúne empresas, bancos e escritórios. No site aparecem Amazon, Banco do Brasil, Santander, Bank of America, BNDES, Bradesco, Itaú, J.P.Morgan, Embraer, Mercado Livre, Natura, Nestlé Brasil, Shell Brasil e Siemens, além de bancas como Pinheiro Neto e Mattos Filho. A carta, segundo a ICC, é posição institucional, não de cada associado.
O que a carta diz sobre investimento
O documento trata ética e integridade como alicerce de um país confiável. Afirma que instituições de Estado e o setor privado devem operar sob padrões rigorosos, sem exceções. Quando esses padrões se enfraquecem, o dano não fica na reputação: atinge desenvolvimento econômico e social.
Integridade e ética, diz o texto, não são só imperativos morais. São condição para atração de investimentos, segurança jurídica e previsibilidade. Essa governança depende de órgãos reguladores, agências, autoridades monetárias, o mercado de capitais e o próprio Poder Judiciário. Não há competitividade internacional, completa, onde essa governança é posta em dúvida.
A carta não cita nenhum órgão pelo nome. Fala em Judiciário e reguladores de modo genérico. O recorte, no entanto, veio depois das mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, e depois do pedido do procurador-geral Paulo Gonet para anular o relatório da Polícia Federal.
Quem fala pela câmara
Gabriella Dorlhiac é diretora-executiva da ICC Brasil desde 2019. Entrou em 2017 como Senior Policy Advisor, passou por Head of Policy e hoje comanda a operação no país. O conselho superior é presidido por Daniel Feffer, da Suzano. A Folha registra que a carta é uma das primeiras de uma série em gestação no setor privado, inclusive um manifesto da Fiesp com CACB, CNI e Anfavea.



