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Kassio avalia votar no Master após as eleições e rever o afastamento

Presidente do TSE diz a interlocutores que o impedimento na sessão do dia 15 foi pontual por risco eleitoral e pode ser revisto depois de outubro.

Kassio Nunes Marques, ministro do STF e presidente do TSE
Kassio Nunes Marques; ministro avalia votar no Master após o período eleitoral. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Public domain)

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), avalia rever a decisão de se afastar do julgamento sobre o relatório que incluiu mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Segundo a Folha de S.Paulo, ele considera a possibilidade de votar nesse caso e em outros processos ligados à investigação do Banco Master depois do período eleitoral.

A interlocutores, o magistrado afirmou ter se declarado impedido na sessão inédita de terça-feira (15) apenas pelo receio de impacto eleitoral da análise, dada a presidência do TSE. Assim, se o tema voltar ao debate depois de outubro, ele poderia se manifestar. O Brasil 247 e a A Crítica de Campo Grande repercutiram a mesma linha: o afastamento teria sido pontual, e não automático para todos os processos do Master.

Pouco depois da abertura dos trabalhos no dia 15, Kassio pediu a palavra e anunciou que não votaria, dizendo que o ideal seria não participar de julgamento com potencial para produzir efeitos nos rumos da eleição. Nos bastidores, segundo a Folha, ele reforçou que a posição de presidente da corte eleitoral o coloca como árbitro da disputa e, por isso, em situação mais delicada que a dos colegas.

A decisão enfraqueceu a posição de André Mendonça na discussão. O ministro vinha acompanhando o relator da investigação em todos os casos até então. Kassio também integra a comissão do TSE que trata de propaganda eleitoral, ao lado de Mendonça e Estela Aranha.

O afastamento veio depois de diálogos citarem pagamentos ao filho do ministro, o advogado Kevin Marques. No plenário, Kassio afirmou que o filho nunca prestou serviço ao banco nem foi remunerado por ele, e que nunca conversou com Vorcaro. Disse ainda ter votado pela confirmação da prisão do ex-banqueiro e de outros envolvidos, o que, na visão dele, comprovaria isenção.

A Folha registra que Kassio rejeita a tese de que a saída da sessão ajudaria a criar nulidades úteis a Vorcaro. Ele descreve o impedimento como critério objetivo e, possivelmente, transitório. O retorno dele aos julgamentos do Master depois das urnas, se confirmado, muda o equilíbrio interno do STF no capítulo mais sensível da crise entre a Corte e a campanha.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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