domingo, 11 de outubro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

Lula promete formar milhões em IA e eleva a meta de diplomados a 100 milhões

No ato de domingo (11) na Avenida Paulista, Lula disse que vai formar "muita gente" em IA e indústria digital e subiu a meta de 26 milhões para 100 milhões de brasileiros com diploma. O segundo turno é em 25 de outubro.

Multidão em ato político na Avenida Paulista, em São Paulo
Lula discursou na Avenida Paulista neste domingo (11), duas semanas antes do segundo turno. Foto: Pexels

O presidente Lula (PT) usou o ato de campanha deste domingo (11), na Avenida Paulista, para prometer que, num eventual quarto mandato, vai formar "muita gente" em inteligência artificial e na "nova indústria digital". A informação é do Estadão Conteúdo, publicada pelo InfoMoney. O segundo turno acontece em 25 de outubro.

A promessa tecnológica apareceu ligada à educação superior. Lula disse que, em 2003, o país tinha 4,8 milhões de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho e que hoje são 26 milhões. A meta que apresentou é chegar a 50 milhões e, depois, a 100 milhões. Os números são do próprio presidente, e o relato não traz a fonte de cada um deles.

IA e energia entram no discurso

Além da formação em IA, Lula anunciou uma "revolução energética" e disse que vai fazer uma "revolução na segurança pública". Sobre esse último ponto, afirmou que é preciso garantir segurança à população e prisão para criminosos. O discurso não detalhou valores, prazos nem programas, segundo o relato publicado.

O ato reuniu artistas como Baco Exu do Blues, Humberto Carrão e Jão, parlamentares recém-eleitos e movimentos estudantis. No trio estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet, o ministro Guilherme Boulos e os governadores reeleitos Elmano de Freitas (CE), Jerônimo Rodrigues (BA) e Rafael Fonteles (PI).

Jovens e idosos no segundo turno

Lula disse estar feliz com a maioria jovem na manifestação e cobrou participação política da juventude. Segundo ele, sem isso a política não tem conserto. O presidente também afirmou que o país não pode perder a democracia, por pior que ela seja.

Diante da alta abstenção registrada no primeiro turno, ele pediu que os idosos voltem às urnas. Afirmou que quem tem 60 ou 70 anos não é inútil, que a família e a pátria dependem dessas pessoas e que elas não podem deixar "bandidos" governarem o país.

Lula também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro pela atuação na pandemia de Covid-19. Disse que construir é muito difícil, mas destruir é muito simples.

O que a promessa ainda não diz

Para o empresário e para quem busca vaga na área de tecnologia, a promessa de formar gente em IA e indústria digital só ganha forma com número de vagas, orçamento e calendário. Nada disso apareceu no discurso, conforme o relato do InfoMoney. A meta de 100 milhões de diplomados também não veio com prazo.

O que está definido é a data: em 25 de outubro, os eleitores decidem o segundo turno. A abstenção do primeiro turno, citada pelo próprio Lula, explica o apelo direto a jovens e idosos feito na Paulista.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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