O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou aliados e representantes dos partidos da base para uma reunião em Brasília às 17h desta segunda-feira (5), para traçar a estratégia do segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a CNN Brasil e o g1. O encontro ocorre um dia depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar que os dois voltam às urnas em 25 de outubro.
Pelos dados do TSE divulgados após a apuração, Flávio terminou o primeiro turno com 47,24% dos votos válidos (55.667.750 votos), e Lula com 44,91% (52.913.725). Os dois somaram 92,14% do total, e nenhum chegou aos 50% necessários para encerrar a eleição no domingo. O segundo turno foi confirmado às 20h56 de domingo (4), com 96,78% das urnas apuradas, conforme o g1.
Quem foi chamado e por quê
A CNN Brasil publicou a lista dos convocados, dividida em dois grupos. O primeiro reúne candidatos já eleitos nos estados: Marília Campos, Elmano de Freitas, Rui Costa, Jaques Wagner, Jerônimo Rodrigues, Lucas Ribeiro, João Azevedo, Rogério Carvalho, Marcelo Castro e Rafael Fonteles. No segundo estão candidatos que também disputam segundo turno nos estados: Cadu Xavier, Samanta, Fátima Bezerra e Leandro Grass.
A reportagem da CNN descreve o encontro como uma tentativa de unir forças em torno da campanha presidencial. Jaques Wagner, Rui Costa e Fátima Bezerra costumam ter peso na articulação do PT com o Congresso e com governos do Nordeste, região onde o presidente busca consolidar votos.
O g1 informa que Lula chamou também representantes dos partidos da base governista, e não só candidatos do PT. A presença das siglas aliadas indica que a campanha quer dividir com elas a tarefa de mobilizar eleitores nos estados com disputa local paralela.
Três semanas para recuperar 2,33 pontos
Com a data de 25 de outubro definida, a campanha de Lula tem 21 dias para reduzir a vantagem de 2,33 pontos percentuais de Flávio entre os votos válidos. Em número absoluto, pelos dados do TSE, a diferença é de cerca de 2,75 milhões de votos.
A reunião desta segunda não tem, até agora, pauta pública detalhada. As fontes consultadas descrevem apenas o objetivo geral de alinhar a estratégia, sem informar decisões sobre agenda de viagens, debates ou divisão de tarefas entre os aliados.
Palanque estadual e campanha nacional
Para os governadores eleitos, o encontro serve para acertar quanta estrutura e quanto palanque estadual serão colocados a serviço da campanha presidencial. Já os candidatos que ainda disputam o segundo turno em seus estados terão de tocar duas campanhas ao mesmo tempo, a local e a nacional, no mesmo calendário de três semanas.



