A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no sábado (19) no TSE uma ação pedindo a suspensão do canal de vídeos TV Celular do senador Flávio Bolsonaro (PL). O processo foi distribuído ao ministro André Mendonça. A coligação Brasil Pronto pra Mais afirma que a plataforma se apresenta como acervo editorial e não como propaganda eleitoral.
Segundo a petição, assinada pelos advogados Angelo Longo Ferraro e Miguel Filipi Pimentel Novaes e relatada pelo Poder360, dos 883 vídeos disponíveis só 15 trazem a identificação de Flávio, do vice Alfredo Gaspar e da legenda. A página inicial e as páginas dos cortes não avisariam de forma clara o caráter eleitoral; a marca partidária ficaria em páginas secundárias. Baixados e republicados, os arquivos circulariam sem identificação de origem.
O pedido principal é tirar o site do ar até corrigir a irregularidade. Como alternativa, a campanha pede ao menos o bloqueio da função de download. A coligação diz que o endereço foi divulgado em inserções de rádio desde 8 de setembro, convidando o eleitor a acessar pelo celular, e que não conseguiu identificar o provedor (servidores AWS com proteção Cloudflare).
O Globo somou ao quadro uma segunda frente: Aije sobre collabs coordenadas no Instagram, com 1.826 colaborações e 492 perfis até 17 de setembro, além de R$ 13,1 milhões pagos à empresa da plataforma. Até a publicação desta nota, o TSE ainda não havia analisado o pedido de suspensão da TV Celular.



