A Meta afirmou, segundo reportagem do Poder360 publicada neste domingo (11), que problemas técnicos explicam as falhas relatadas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. A empresa negou favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial.
Em nota enviada à reportagem, a Meta disse que as alegações são falsas e não encontram respaldo nos fatos. A empresa afirmou ainda que muitos dos problemas técnicos citados pela campanha petista não afetaram apenas o Brasil, nem contas específicas em suas plataformas, e disse estar comprometida com a isonomia no uso de suas ferramentas durante o período eleitoral.
Quatro falhas apontadas pela campanha petista
A campanha de Lula listou quatro problemas nas redes administradas pela Meta: restrição no alcance de publicações favoráveis ao presidente, falhas no impulsionamento de posts, desativação da conta de anúncios durante o primeiro turno e interrupções no número de visualizações registradas pelas publicações.
O caso chegou ao TSE junto com um pedido à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), como a própria campanha já havia relatado nos dias anteriores.
O prazo de 48 horas imposto pelo TSE
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou no sábado (10) que a Meta tem 48 horas para apresentar explicações técnicas sobre as limitações na entrega de publicações, as mudanças nas métricas de visualização e os motivos da desativação da conta de anúncios, de acordo com o Poder360. A decisão também pede informações sobre 255 perfis automatizados no Instagram que divulgaram conteúdo contrário a Lula.
Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, citado na decisão do TSE, mostra que o perfil de Flávio registrou engajamento 2,96 vezes maior que o de Lula nas redes, apesar de ter 17,2% menos seguidores que o presidente, segundo o partido.
Quem tem a palavra depois da resposta da Meta
A campanha de Lula e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar depois da resposta da Meta, segundo o Poder360. Caberá a Bellizze avaliar se há elementos para apurar o caso durante a reta final da campanha, a duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A disputa corre em paralelo a outra investigação do TSE sobre perfis automatizados que atacam o presidente nas redes, o que aumenta a pressão sobre as plataformas digitais no período que antecede a votação.


