O bilionário Elon Musk afirmou que a dívida pública dos Estados Unidos só tem uma saída: investimento pesado em inteligência artificial e robótica. A declaração foi dada em entrevista ao podcast The Builders, apresentado pelo biógrafo Walter Isaacson, e divulgada nesta sexta-feira pelo Olhar Digital. Segundo a reportagem, a dívida pública americana somava US$ 40 trilhões, equivalentes a R$ 216 trilhões, em agosto.
Para Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, a equação é direta:
Segundo o bilionário, nem um esforço prolongado de corte de gastos resolveria o problema. Ele atribuiu o impasse à falta de vontade política nos três Poderes dos Estados Unidos, sem citar nomes de autoridades específicas.
O apetite para isso não existe, disse Musk:
The Builders é a série de entrevistas em que Isaacson conversa com nomes centrais da inteligência artificial, como os executivos da Anthropic Dario e Daniela Amodei e o investidor Peter Thiel, segundo descrição do próprio podcast.
O período no governo que Musk lamenta
Musk comandou o Departamento de Eficiência Governamental, o DOGE, por 130 dias, entre janeiro e maio de 2025, como funcionário especial do governo dos Estados Unidos. No podcast, ele disse que deveria ter deixado o cargo antes do que deixou para se concentrar em inteligência artificial.
Na entrevista, ele disse:
A conta de US$ 30 trilhões que ele projeta
Segundo Musk, a inteligência artificial pode elevar a produção econômica global entre 20% e 30%, o equivalente a um ganho anual de cerca de US$ 30 trilhões, ou R$ 162 trilhões, para a economia mundial. Ele disse ainda acreditar que as moedas convencionais vão perder peso com o avanço da tecnologia.
Para ele:
O valor da dívida americana aparece de forma distinta conforme a fonte consultada. Enquanto o Olhar Digital cita US$ 40 trilhões em agosto, a Yahoo Finance registrou a cifra em US$ 38 trilhões na mesma entrevista e apontou que os pagamentos de juros da dívida já superam o orçamento militar inteiro dos Estados Unidos.
À Yahoo Finance, Musk disse que o ganho de produtividade da inteligência artificial deve levar cerca de três anos para compensar os investimentos já feitos pelas empresas do setor. Nos Estados Unidos, o Penn Wharton Budget Model, em estudo de setembro de 2025, projeta um impacto mais modesto: apenas 0,2 ponto percentual de contribuição da IA ao crescimento da produtividade até 2032.
Quem banca a aposta se a conta não fechar
Se o prazo de três anos estimado por Musk não se confirmar, os pagamentos de juros sobre a dívida americana seguem crescendo acima do orçamento militar do país. A pressão recai sobre o Tesouro dos Estados Unidos e sobre os investidores que compram seus títulos públicos em todo o mundo, incluindo fundos e bancos que também atuam no Brasil.



