segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · Edição diária

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Nasdaq sobe 1,11% e recupera parte da queda de 4% da semana passada com chips de IA

O índice fechou a segunda-feira (19) em 26.430,89 pontos, depois de cair mais de 4% na semana anterior. Chips de IA lideraram a alta, e os balanços das big techs nesta semana devem mostrar o ritmo dos investimentos.

Operadores acompanham telas na bolsa de Nova York
Bolsas de Nova York fecharam majoritariamente em alta na segunda-feira (19), com recuperação das ações de tecnologia. Foto: Pexels / Rafael Minguet Delgado

A bolsa de tecnologia Nasdaq fechou em alta de 1,11% nesta segunda-feira (19), aos 26.430,89 pontos, e recuperou parte da queda de mais de 4% registrada na semana passada, segundo a Estadão Conteúdo. O movimento foi puxado pelas ações de semicondutores, que voltaram a ganhar força com a retomada do interesse por inteligência artificial.

Os outros dois principais índices tiveram desempenho mais moderado. O S&P 500 avançou 0,41%, a 7.690,73 pontos. O Dow Jones recuou 0,07%, a 51.966,03 pontos, o que mostra que a recuperação ficou concentrada nas empresas de tecnologia.

Chips e empresas de IA lideram a recuperação

Entre as ações individuais, a Sandisk subiu 5,53%, a Marvell Technology ganhou 4,06% e a Intel avançou 2,43%. A Tesla fechou em alta de 3,76% antes da divulgação de seu balanço. Do lado negativo, a Netflix caiu 0,96% e a Meta recuou 0,55%.

A CoreWeave, fornecedora de infraestrutura de IA, ficou praticamente estável, com baixa de 0,27%. A ação chegou a subir durante boa parte do dia, depois de ter despencado 24% na semana anterior, pressionada pela alta nos rendimentos de seus títulos de dívida. O Goldman Sachs elevou a recomendação do papel para compra.

O que o Morgan Stanley diz sobre o investimento em IA

Em avaliação citada pela reportagem, o Morgan Stanley afirma que as projeções de capex (investimento em bens de capital) deixam de mostrar o tamanho real do gasto, porque data centers alugados não aparecem como capex no fluxo de caixa nem nas projeções das empresas. O banco espera que o investimento dos hiperescaladores continue favorecendo as grandes fabricantes de chips, lideradas pela Nvidia.

O banco também prevê que a complexidade crescente de chips e servidores permita a fornecedores de software de projeto e a fabricantes de servidores agregar mais valor. Outra expectativa é que as empresas migrem para estruturas de financiamento de prazo mais curto para chips e servidores, o que daria mais flexibilidade para atrelar o crédito à demanda contratada.

Balanços das big techs definem o próximo passo

A semana ainda trará a divulgação de resultados de grandes empresas de tecnologia, que devem indicar as perspectivas de investimento e de receita. Para o investidor brasileiro, o resultado importa porque a trajetória do Nasdaq influencia o apetite por risco e as carteiras expostas a ações americanas de IA. Se as big techs confirmarem o ritmo de gastos em chips e data centers, a recuperação desta segunda tende a ganhar sustentação; se reduzirem projeções, a queda de mais de 4% da semana passada volta ao centro da discussão.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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