A bolsa de tecnologia Nasdaq fechou em alta de 1,11% nesta segunda-feira (19), aos 26.430,89 pontos, e recuperou parte da queda de mais de 4% registrada na semana passada, segundo a Estadão Conteúdo. O movimento foi puxado pelas ações de semicondutores, que voltaram a ganhar força com a retomada do interesse por inteligência artificial.
Os outros dois principais índices tiveram desempenho mais moderado. O S&P 500 avançou 0,41%, a 7.690,73 pontos. O Dow Jones recuou 0,07%, a 51.966,03 pontos, o que mostra que a recuperação ficou concentrada nas empresas de tecnologia.
Chips e empresas de IA lideram a recuperação
Entre as ações individuais, a Sandisk subiu 5,53%, a Marvell Technology ganhou 4,06% e a Intel avançou 2,43%. A Tesla fechou em alta de 3,76% antes da divulgação de seu balanço. Do lado negativo, a Netflix caiu 0,96% e a Meta recuou 0,55%.
A CoreWeave, fornecedora de infraestrutura de IA, ficou praticamente estável, com baixa de 0,27%. A ação chegou a subir durante boa parte do dia, depois de ter despencado 24% na semana anterior, pressionada pela alta nos rendimentos de seus títulos de dívida. O Goldman Sachs elevou a recomendação do papel para compra.
O que o Morgan Stanley diz sobre o investimento em IA
Em avaliação citada pela reportagem, o Morgan Stanley afirma que as projeções de capex (investimento em bens de capital) deixam de mostrar o tamanho real do gasto, porque data centers alugados não aparecem como capex no fluxo de caixa nem nas projeções das empresas. O banco espera que o investimento dos hiperescaladores continue favorecendo as grandes fabricantes de chips, lideradas pela Nvidia.
O banco também prevê que a complexidade crescente de chips e servidores permita a fornecedores de software de projeto e a fabricantes de servidores agregar mais valor. Outra expectativa é que as empresas migrem para estruturas de financiamento de prazo mais curto para chips e servidores, o que daria mais flexibilidade para atrelar o crédito à demanda contratada.
Balanços das big techs definem o próximo passo
A semana ainda trará a divulgação de resultados de grandes empresas de tecnologia, que devem indicar as perspectivas de investimento e de receita. Para o investidor brasileiro, o resultado importa porque a trajetória do Nasdaq influencia o apetite por risco e as carteiras expostas a ações americanas de IA. Se as big techs confirmarem o ritmo de gastos em chips e data centers, a recuperação desta segunda tende a ganhar sustentação; se reduzirem projeções, a queda de mais de 4% da semana passada volta ao centro da discussão.



