sexta-feira, 9 de outubro de 2026 · Edição diária

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PwC: quem tem habilidade em IA ganha 62% a mais, e em bens de consumo o prêmio chega a 118%

O AI Jobs Barometer 2026, da PwC, analisou mais de 1 bilhão de anúncios de vagas em 27 países e achou prêmio médio de 62% para quem domina IA, contra 57% na edição anterior. No setor público, a diferença cai para 16%.

Profissionais trabalhando com notebooks em um escritório
Levantamento da PwC cruzou anúncios de vagas, dados financeiras de empresas e tarefas de cada ocupação em 27 países e territórios. Foto: Pexels / Matheus Bertelli

Profissionais com habilidades em inteligência artificial recebem, em média, 62% a mais do que colegas sem essas competências na mesma função, de acordo com o AI Jobs Barometer 2026, levantamento anual da PwC divulgado nesta sexta-feira (9) e relatado pela Exame. Na edição anterior, o prêmio era de 57%.

O estudo analisou mais de 1 bilhão de anúncios de vagas em 27 países e territórios. A PwC cruzou esses anúncios com informações financeiras das empresas e com as tarefas que compõem cada ocupação. Por prêmio salarial, a consultoria entende a diferença de remuneração entre quem tem uma habilidade e quem não tem, para o mesmo tipo de trabalho.

Vagas com IA crescem quase oito vezes mais que o mercado

Segundo a PwC, as vagas que pedem competências específicas em IA cresceram 69% desde 2019. O mercado de trabalho como um todo avançou 9% no mesmo intervalo, o que torna o ritmo das vagas de IA quase oito vezes maior. Desde 2024, o número de anúncios que exigem essas habilidades quase dobrou.

A diferença aparece também na folha de pagamento das empresas. Nas companhias mais expostas à IA, os salários cresceram 24%. Nas menos expostas, o avanço foi de 17%.

O prêmio varia de 16% a 118% conforme o setor

O valor da habilidade muda bastante de acordo com a área. Em mercados de consumo, o prêmio chega a 118%. No setor público, fica em 16%. O texto da Exame associa a variação ao grau em que cada atividade já incorpora a tecnologia na rotina de trabalho.

A PwC também observa que a IA não afeta todas as funções da mesma forma. Em ocupações como radiologista e recrutador, a tecnologia passa a exigir mais conhecimento especializado. Em outras, ela facilita tarefas para quem tem menos experiência. Um exemplo citado é o do analista financeiro que usa IA para organizar dados e testar hipóteses.

Habilidades humanas como julgamento, criatividade e liderança, de acordo com o levantamento, ganham espaço ao lado da tecnologia, e não no lugar dela.

O que o estudo não diz sobre o Brasil

A matéria da Exame não traz números específicos para o mercado brasileiro, e o texto disponível não detalha o recorte por país. Quem lê o 62% como um valor para o Brasil extrapola o que foi publicado. O dado é uma média entre os 27 países e territórios da amostra.

Para empresas e trabalhadores, o ponto de partida prático é o que a própria reportagem descreve: usar IA em tarefas de rotina, como resumir relatórios, redigir rascunhos de e-mails, organizar planilhas e preparar apresentações, sem exigir conhecimento de programação. A Exame lembra ainda que sistemas de IA generativa podem errar ou inventar informações, e que os resultados precisam ser conferidos.

Como a PwC publica o barômetro todos os anos, a próxima edição vai mostrar se o prêmio de 62% se mantém, sobe ou recua. A passagem de 57% para 62% em um ano indica que, por enquanto, a demanda por essas habilidades avança mais rápido do que a oferta de profissionais.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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