A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (12), encomendada pela Globo, mostra Celina Leão (PP) com 53% das intenções de voto no segundo turno do governo do Distrito Federal, contra 33% de Leandro Grass (PT), segundo o Money Times. A vantagem é de 20 pontos percentuais.
O levantamento ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o número DF-08737/2026. Brancos, nulos e quem não pretende votar somam 8%, e 6% não souberam responder.
Voto firme e pouco espaço para virada
Do total de entrevistados, 88% afirmaram que a escolha é definitiva. Outros 12% disseram que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição. Com uma diferença de 20 pontos e uma margem de 3, o resultado está bem fora do alcance do erro estatístico.
No primeiro turno, em 4 de outubro, Celina teve 49,93% dos votos válidos (825.530 votos) e Grass, 34,47% (569.930 votos). Os números não são diretamente comparáveis aos da Quaest, porque o primeiro turno mede votos válidos apurados e a pesquisa mede intenção entre todos os entrevistados. A ordem dos candidatos, porém, se manteve.
Aprovação do governo sobe oito pontos em duas semanas
A mesma rodada mediu a avaliação da gestão de Celina, que assumiu o governo em março de 2026, depois da saída de Ibaneis Rocha (MDB). Para 39% dos entrevistados, o governo é ótimo ou bom, ante 31% na pesquisa de 29 de setembro. A fatia que o considera regular caiu de 36% para 30%. Ruim ou péssimo passou de 26% para 25%, e 6% não souberam avaliar (eram 7%).
A melhora ocorreu quase toda no centro da escala: o regular encolheu seis pontos, enquanto o ótimo ou bom ganhou oito. A rejeição, medida por ruim ou péssimo, ficou praticamente estável.
O que Grass precisaria para virar até 25 de outubro
O segundo turno no DF será no dia 25, na mesma data em que o país vota entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) para a Presidência. Mesmo que todos os 8% de brancos e nulos e os 6% de indecisos fossem para Grass, ele chegaria a 47%, abaixo dos 53% atuais de Celina. Uma virada exigiria que parte dos eleitores que hoje declaram voto firme na candidata do PP mude de lado, e é nesse grupo de 12% com voto ainda flexível que as duas campanhas vão concentrar o esforço nas duas semanas que restam.



