O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) apresentou na sexta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal um pedido para que os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça sejam afastados temporariamente da composição do Tribunal Superior Eleitoral até a diplomação dos eleitos de 2026. A peça, relatada pela Folha de S.Paulo e pelo Brasil 247, pede deliberação urgente do plenário antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e o envio dos fatos à Procuradoria-Geral da República.
Segundo a petição, os dois magistrados, indicados ao STF por Jair Bolsonaro (PL), teriam ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e atuam em processos ligados à eleição presidencial. Nunes Marques preside o TSE; Mendonça é o vice-presidente da Corte Eleitoral. Falcão argumenta que a combinação desses elementos exige resposta institucional para preservar a imparcialidade da Justiça Eleitoral.
No trecho sobre Nunes Marques, o documento destaca um contrato de até R$ 427 milhões do Master com o escritório da esposa do desembargador Newton Ramos, ex-juiz auxiliar do ministro e citado em mensagens como integrante da chamada "Turma do KN". Em relação a Mendonça, a representação aponta encontro reservado com Vorcaro no Instituto Iter, fundado pelo ministro, e o recebimento de R$ 5,2 milhões pela entidade de uma empresa ligada a parceiro de negócios do banqueiro.
A ofensiva petista chega a oito dias do primeiro turno, em meio à crise do STF em torno do caso Master. Até o fechamento desta nota, não havia decisão do Supremo sobre o pedido de afastamento. Mendonça e Nunes Marques seguem na direção do TSE, enquanto a campanha discute o peso da Corte Eleitoral na reta final.



