Seis estados e o Distrito Federal terão segundo turno na disputa pelo governo, marcado para 25 de outubro, depois de nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos no domingo (4), segundo levantamento da Agência Brasil. A lista inclui Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Tocantins e o DF.
O caso de maior peso econômico e eleitoral é o do Rio de Janeiro. Douglas Ruas (PL) terminou com 49,27% e enfrenta Eduardo Paes (PSD), que obteve 42,76%. A vantagem do candidato do PL é de 6,51 pontos percentuais, e o resultado fará do estado um dos palcos da disputa entre bolsonarismo e campo governista na reta final.
Quatro líderes ficaram a poucos votos da vitória
Em quatro unidades, o primeiro colocado chegou perto de encerrar a disputa. No Distrito Federal, Celina Leão (PP) somou 49,93% e enfrentará Leandro Grass (PT), que teve 34,48%. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) fez 49,65% e encara Ricardo Ferraço (MDB), com 34,06%.
No Acre, Mailza Assis (PP) alcançou 49,76% e disputa a vaga com Alan Rick (Republicanos), que teve 32,27%. Nesses três casos, a distância para o segundo colocado passa de 15 pontos, o que torna o segundo turno, em tese, mais confortável para quem lidera. O Rio é a exceção entre os quase vencedores, com margem menor sobre o rival.
Onde a disputa está aberta
O quadro mais apertado está no Rio Grande do Norte. Allyson (União) teve 36,83%, e Cadu de Lula (PT), 36,21%, uma diferença de 0,62 ponto percentual. Em Tocantins, a professora Dorinha (União) fez 45,52% e Vicentinho Júnior (PSDB), 43,94%, separados por 1,58 ponto.
No Amazonas, Omar Aziz (PSD) lidera com 40,38% sobre a professora Maria do Carmo (PL), que teve 24,72%. A vantagem de 15,66 pontos é a maior entre os estados em que o líder ficou abaixo de 45%.
O que está em jogo até 25 de outubro
Os sete segundos turnos acontecem no mesmo dia da votação presidencial decisiva, o que obriga as campanhas estaduais a dividir palanque e tempo de propaganda com a disputa nacional. Em estados como o Rio e o DF, o resultado local também servirá de medida da força dos partidos que apoiam cada lado do segundo turno presidencial. Os candidatos do PL, do PT, do PSD e do PP terão de ampliar alianças com as legendas eliminadas para chegar à maioria dos votos válidos.



