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Sidônio deixa a Secom nesta segunda para comandar sozinho a virada de Lula no 2º turno

Ministro da Secom tira férias a partir desta segunda para se dedicar só à campanha depois de Flávio tirar 2,2 milhões de votos de vantagem no 1º turno, enquanto Kátia Abreu cobra do PT menos Janja e mais Alckmin.

Sidônio Palmeira em declaração à imprensa
Sidônio Palmeira deixa o comando da Secom nesta segunda-feira (12) para se dedicar à campanha de reeleição de Lula no segundo turno. Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, deixa o cargo nesta segunda-feira (12) para se dedicar em tempo integral à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, segundo reportagens do Globo e da Gazeta do Povo. O movimento repete, agora na área de comunicação, o que já havia ocorrido dias antes com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, que também tirou férias para coordenar a campanha: o próprio responsável pela comunicação oficial do governo passa a atuar só na disputa eleitoral, sinal de que o resultado do primeiro turno obrigou o Planalto a rever a estrutura da campanha.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) terminou na frente, com 56.104.503 votos (47,03% dos válidos), contra 53.879.538 votos de Lula (45,16%), segundo os números citados pelas duas reportagens. A margem de pouco mais de 2,2 milhões de votos é o pano de fundo para a reorganização da campanha petista no segundo turno.

A pressão interna que mudou a estratégia

A saída de Sidônio da Secom ocorre em meio a cobranças dentro do próprio PT sobre a condução da campanha. Segundo a Gazeta do Povo, a ex-senadora Kátia Abreu, que coordenou a candidatura de Lula no Tocantins, criticou a coordenação nacional em reunião de lideranças do partido e pediu menos participação da primeira-dama Janja da Silva e mais presença do vice-presidente Geraldo Alckmin na estratégia eleitoral.

Kátia Abreu disse que o comando da campanha estava concentrado em dirigentes de São Paulo sem força eleitoral própria, de acordo com a reportagem. Janja respondeu às críticas afirmando que segue na campanha com o apoio direto do presidente Lula.

Quem reforça o comando da campanha

Com a saída de Sidônio do dia a dia da Secom, a coordenação nacional da campanha permanece com o deputado federal Edinho Silva, agora reforçado pelo senador eleito Camilo Santana, ex-ministro da Educação, e pelo governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, segundo a Gazeta do Povo.

A reportagem também cita uma mudança de postura digital: Lula gravou sua primeira selfie depois de ser cobrado por manter distância de redes sociais e do uso do celular durante a campanha.

O prazo que resta até a decisão nas urnas

A decisão de Sidônio mostra que o Planalto passou a tratar o segundo turno como prioridade de governo, com ministros deixando temporariamente suas pastas para atuar direto na campanha contra Flávio Bolsonaro. O segundo turno da eleição presidencial está previsto para o fim de outubro, o que deixa poucas semanas para a campanha petista tentar reverter a desvantagem registrada no primeiro turno.

Até a publicação das reportagens que basearam esta matéria, Globo e Gazeta do Povo não indicaram quem assume formalmente o comando da Secom durante a licença de Sidônio, nem se o ministro retorna ao cargo logo depois do segundo turno, como fez Mercadante no BNDES.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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