quinta-feira, 22 de outubro de 2026 · Edição diária

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Spotify projeta lucro de 820 milhões de euros e aposta em IA, mas vê usuários abaixo do esperado

A empresa prevê lucro operacional de 820 milhões de euros no 4º trimestre, acima dos 813,4 milhões esperados por analistas, e as ações subiram mais de 9% na quinta-feira (22).

Aplicativo do Spotify aberto em um smartphone
O Spotify projetou lucro operacional de 820 milhões de euros para o 4º trimestre, acima da estimativa de analistas. Foto: Pexels / Castorly Stock

O Spotify projetou, na quinta-feira (22), lucro operacional de 820 milhões de euros (cerca de US$ 920,53 milhões) para o quarto trimestre, acima dos 813,4 milhões de euros esperados em média por analistas ouvidos pela LSEG. Segundo a CNN Brasil, a empresa conta com recursos de inteligência artificial para ampliar a base de usuários na temporada de fim de ano. As ações subiram mais de 9% nas negociações iniciais, no maior nível desde janeiro.

A reação do mercado veio apesar de um terceiro trimestre misto. O lucro operacional do período, encerrado em 30 de setembro, foi de 672 milhões de euros, em linha com a estimativa da Visible Alpha (671,8 milhões). A receita somou 4,97 bilhões de euros, ligeiramente abaixo dos 4,98 bilhões projetados pela LSEG, e o lucro por ação ficou em 2,48 euros, contra 2,80 euros esperados.

Usuários crescem 1%, assinantes devem subir 10 milhões

O Spotify encerrou setembro com 788 milhões de usuários ativos mensais, alta de 1% sobre o trimestre anterior. Para o quarto trimestre, a empresa prevê 818 milhões, um pouco abaixo da projeção de 819 milhões da Visible Alpha.

Entre os assinantes pagantes, o quadro é mais favorável. A companhia espera chegar a 316 milhões de assinantes premium, cerca de 10 milhões a mais que no trimestre anterior, contra 314,7 milhões da estimativa de mercado. O guia de lucro, portanto, se apoia mais na receita por assinatura do que no volume total de ouvintes.

Onde a IA entra no produto

A CNN Brasil cita dois recursos como parte da aposta. O AI DJ monta mixagens personalizadas com comentários falados, e as playlists por requisição permitem que o usuário descreva um estado de espírito ou um gosto musical e receba uma seleção sob medida. A empresa investe nessas ferramentas para melhorar a descoberta de músicas e o engajamento, e também para se defender de rivais em geração de música por IA, como Suno e Udio.

O co-CEO Alex Norstrom afirmou que o Spotify construiu um negócio sólido, que continua crescendo, e que a empresa investe quando enxerga um caminho para crescer. Ele disse ainda que os custos estão se moderando e que há espaço para avançar.

Acordos com gravadoras sustentam a próxima ferramenta

No início da semana, o Spotify fechou acordo com a distribuidora Believe para uma futura ferramenta paga, na qual fãs poderão criar covers e remixes com IA. A empresa já havia assinado contratos com Universal Music Group, Merlin e Kobalt para o mesmo produto.

Para o assinante, isso indica que a plataforma pretende cobrar por recursos de criação, e não só por acesso ao catálogo. Para o investidor, o teste está nos próximos balanços: o Spotify precisa mostrar que os 316 milhões de assinantes previstos se confirmam e que o gasto com IA e licenças cabe na margem prometida de 820 milhões de euros.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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