quinta-feira, 24 de setembro de 2026 · Edição diária

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TSE barra candidatura de José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal

Por 5 votos a 2, plenário confirma inelegibilidade do ex-governador por condenações da Operação Caixa de Pandora; campanha e Fundo Eleitoral ficam suspensos e votos na urna serão nulos.

José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal
José Roberto Arruda: TSE rejeita recurso e confirma barreira à candidatura ao GDF. Foto: J. Freitas/ABr / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou nesta quinta-feira (24), por cinco votos a dois, o registro de candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal. Prevaleceu o voto do relator Dias Toffoli, acompanhado por Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha ficaram vencidos.

A Corte confirmou o indeferimento já feito pelo TRE-DF e determinou o envio imediato da decisão ao regional para suspender o acesso de Arruda aos fundos de campanha. No voto vencedor, Toffoli afirmou que inexistiam fatos ou fundamentos capazes de afastar a inelegibilidade e que as conclusões colegiadas bastavam para obstar o registro no pleito de 2026.

Os ministros avaliaram condenações por improbidade administrativa ligadas à Operação Caixa de Pandora, de 2009. A disputa girou em torno da Lei Complementar 219/2025, que alterou prazos da Ficha Limpa. A maioria entendeu que, mesmo na leitura mais favorável ao ex-governador, o prazo de inelegibilidade ainda alcança as eleições deste ano. Arruda deixa de fazer campanha, de acessar o Fundo Eleitoral e de participar de debates e do horário gratuito, sem precisar devolver gastos já feitos.

Como as urnas eletrônicas já estavam sendo lacradas com a lista de candidatos, o nome e a foto de Arruda e do vice Luiz Pitiman (PSD) podem continuar na tela no primeiro turno. Os votos registrados na chapa, porém, serão anulados e não entram na apuração. A campanha ainda pode recorrer ao STF, mas a expectativa é de que um eventual recurso não altere o quadro para 4 de outubro.

Fontes consultadas

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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