O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou em boletim, na manhã deste domingo (4), que 421 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas em todo o país nas primeiras duas horas de votação do 1º turno das eleições de 2026, segundo a Agência Brasil. O número foi repetido pelo Money Times e pela CNN Brasil.
A Agência Brasil e o Money Times escreveram que o total corresponde a 0,7% das 499.248 urnas empregadas na votação deste ano. A conta não fecha: 421 dividido por 499.248 resulta em cerca de 0,08%, ou seja, aproximadamente um décimo do percentual publicado. A CNN Brasil trouxe 0,07%, valor mais próximo do cálculo, mas também sem coincidir exatamente com ele.
Onde as trocas se concentraram
De acordo com a CNN Brasil, São Paulo teve o maior número de substituições, com 86, seguido pelo Paraná, com 60. As demais unidades da federação não aparecem no levantamento consultado. A reportagem da Agência Brasil não detalha a distribuição por estado.
O TSE não informou os motivos das trocas. Segundo a Agência Brasil, esse tipo de substituição costuma decorrer de falhas operacionais, mas o tribunal não divulgou a causa de nenhum dos 421 casos até a publicação dos textos.
A reserva e os testes de integridade
A Justiça Eleitoral separou 68.912 urnas de contingência para substituir equipamentos, se necessário. Isso equivale a cerca de 14% do total de urnas em uso. Até o balanço divulgado, a reserva estava longe de ser pressionada: as 421 trocas representam menos de 1% do estoque de contingência.
Também segundo a Agência Brasil, não houve ocorrência registrada nos testes de integridade até o momento. Os testes são acompanhados por 55 auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), distribuídos pelos 27 estados, conforme a CNN Brasil. O voto impresso em papel, previsto como último recurso, não precisou ser usado, de acordo com a Agência Brasil.
Por que o percentual importa
A votação vai das 8h às 17h no horário de Brasília, com variações locais por estado, e envolve mais de 158 milhões de eleitores aptos. Esses eleitores escolhem presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Em uma eleição com dezenas de milhares de seções, um boletim de contingência é lido como termômetro da normalidade do processo.
Um percentual dez vezes maior que o real pode sugerir falha mais ampla do que a registrada. Até a publicação desta matéria, o TSE não havia corrigido nem esclarecido o valor de 0,7% divulgado nos textos consultados. Os números absolutos (421 urnas, 499.248 em uso, 68.912 na reserva) são os que constam do boletim e permitem a conferência direta.



