Os índices de Wall Street abriram sem direção única nesta quinta-feira (15), pressionados por uma nova rodada de vendas em ações de tecnologia e por dados de inflação acima do esperado nos Estados Unidos, segundo o Money Times, com informações da Reuters. Após a abertura, o Dow Jones subia 0,29%, aos 51.771,83 pontos, enquanto o S&P 500 recuava 0,61%, aos 7.671,88 pontos, e o Nasdaq perdia 1,38%, na casa dos 25.323 pontos.
A inflação ao produtor que ninguém previa
O índice de preços ao produtor (PPI) de setembro subiu 1,3% sobre agosto. A projeção dos economistas consultados pela Dow Jones era de 0,6%, menos da metade do resultado. Na comparação anual, a alta foi de 6,3%, contra 5,5% esperados. De acordo com a reportagem, são os maiores ganhos, mensal e anual, desde 2022.
O índice de preços ao consumidor (CPI) também veio acima das expectativas. Em 12 meses até setembro, passou de 3,4% para 3,7%, distante da meta de 2% do Federal Reserve, o banco central americano.
Os dois indicadores levaram o mercado a recalibrar as apostas sobre a trajetória dos juros dos EUA. A matéria não detalha como ficaram as projeções para as próximas reuniões do Fed.
Tecnologia volta a ser o alvo
A pressão sobre o setor veio de preocupações com os investimentos em tecnologia e inteligência artificial. Na quarta-feira (14), as ações da CoreWeave caíram mais de 15%, porque investidores temiam que a empresa estivesse se endividando demais para financiar a expansão da infraestrutura de IA.
Segundo fontes ouvidas pela CNBC, a receita da Anthropic cresceu para US$ 16,8 bilhões no terceiro trimestre. Parte dos investidores teme que esse faturamento não esteja crescendo rápido o bastante para justificar os altos ganhos das fabricantes de chips.
O que a combinação faz com o preço dos ativos
Inflação de produtor em 6,3% ao ano e CPI em 3,7% reduzem a margem para cortes de juros nos Estados Unidos. Ações de tecnologia e de infraestrutura de IA, que dependem de financiamento e de lucros projetados para o futuro, costumam ser as mais sensíveis a juros mais altos. O caso da CoreWeave, que perdeu mais de 15% em um dia por dúvidas sobre endividamento, mostra o tipo de risco que os investidores passaram a precificar.
Para quem acompanha o mercado brasileiro, o ponto de atenção é o juro americano: a reportagem informa que os dados recalibraram as apostas sobre ele, e é essa trajetória que orienta o fluxo de capital para mercados emergentes. As cotações do dia no Brasil não constam da fonte consultada.



