O X, rede social de Elon Musk, pediu à Justiça que rejeite o recurso de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, contra um vídeo feito com inteligência artificial publicado por Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência. A informação é da coluna de Manoela Alcântara, no Metrópoles, deste sábado (17). A plataforma sustenta que a peça é sátira e deve continuar acessível.
O vídeo simula uma conversa entre o presidente Lula e o filho sobre investigações e uma suposta interferência para beneficiá-lo. Chama Lulinha de "Messi da impunidade" e faz referência ao ministro do STF Flávio Dino. Lulinha recorreu para tirar a peça do ar, argumentando que ela o associa a crimes. Ele também pediu informações sobre o alcance do vídeo e sobre eventuais pagamentos para impulsioná-lo.
O que o X diz em sua defesa
Na manifestação, o X classifica a expressão como um juízo de valor crítico, formulado em tom humorístico, sobre investigações que não resultaram em responsabilização. Segundo a plataforma, o vídeo não esconde do espectador que os inquéritos foram arquivados ou anulados, sem condenação.
A empresa também rejeita a leitura de que a peça liga Lulinha ao tráfico de drogas. De acordo com o X, o vídeo não menciona tráfico nem comércio ilícito, e a cena com uma estufa de cannabis remete a uma investigação no STF sobre o filho do presidente e uma empresa de cannabis medicinal. O X afirma ainda que o vídeo reproduz, aos 25 segundos, uma manchete real sobre cannabis medicinal e tráfico de influência.
A posição da Meta e o dado sobre alcance
A Meta, que controla o Instagram, também pediu que o recurso seja rejeitado. Para a empresa, o tribunal precisa primeiro avaliar se o conteúdo viola direitos antes de determinar a remoção. Sobre o pedido de alcance e de impulsionamento pago, a Meta afirmou que esses dados são sigilosos e só podem ser entregues mediante ordem judicial específica.
A coluna não identifica o tribunal responsável. Um texto relacionado do Metrópoles, linkado na página, indica que a Justiça já negou um primeiro pedido de Lulinha para retirar o vídeo, mas a reportagem não traz detalhes dessa decisão.
O que a decisão pode definir na campanha
O recurso será decidido na reta final da disputa presidencial, com vídeos feitos com IA entre os conteúdos mais disputados nas redes. A resposta do tribunal vai indicar até onde a Justiça aceita a sátira com IA contra adversários políticos quando a peça mistura encenação e manchetes reais.
Se o recurso for rejeitado, o vídeo permanece no ar e Lulinha continua sem os dados de alcance, que dependem de ordem específica. Se for aceito, a decisão pode servir de referência para pedidos semelhantes contra conteúdos produzidos com IA durante a campanha.



