sábado, 17 de outubro de 2026 · Edição diária

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X de Musk defende vídeo de Zema com IA e pede à Justiça que rejeite recurso de Lulinha

A plataforma de Elon Musk diz que a expressão "Messi da impunidade" é sátira, e a Meta pede que o tribunal avalie a violação antes de mandar remover. Lulinha quer o vídeo fora do ar e dados sobre alcance e impulsionamento.

Celular exibindo vídeo em rede social
O X e a Meta pediram à Justiça que mantenha no ar o vídeo feito com IA publicado por Romeu Zema. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O X, rede social de Elon Musk, pediu à Justiça que rejeite o recurso de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, contra um vídeo feito com inteligência artificial publicado por Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência. A informação é da coluna de Manoela Alcântara, no Metrópoles, deste sábado (17). A plataforma sustenta que a peça é sátira e deve continuar acessível.

O vídeo simula uma conversa entre o presidente Lula e o filho sobre investigações e uma suposta interferência para beneficiá-lo. Chama Lulinha de "Messi da impunidade" e faz referência ao ministro do STF Flávio Dino. Lulinha recorreu para tirar a peça do ar, argumentando que ela o associa a crimes. Ele também pediu informações sobre o alcance do vídeo e sobre eventuais pagamentos para impulsioná-lo.

O que o X diz em sua defesa

Na manifestação, o X classifica a expressão como um juízo de valor crítico, formulado em tom humorístico, sobre investigações que não resultaram em responsabilização. Segundo a plataforma, o vídeo não esconde do espectador que os inquéritos foram arquivados ou anulados, sem condenação.

A empresa também rejeita a leitura de que a peça liga Lulinha ao tráfico de drogas. De acordo com o X, o vídeo não menciona tráfico nem comércio ilícito, e a cena com uma estufa de cannabis remete a uma investigação no STF sobre o filho do presidente e uma empresa de cannabis medicinal. O X afirma ainda que o vídeo reproduz, aos 25 segundos, uma manchete real sobre cannabis medicinal e tráfico de influência.

A posição da Meta e o dado sobre alcance

A Meta, que controla o Instagram, também pediu que o recurso seja rejeitado. Para a empresa, o tribunal precisa primeiro avaliar se o conteúdo viola direitos antes de determinar a remoção. Sobre o pedido de alcance e de impulsionamento pago, a Meta afirmou que esses dados são sigilosos e só podem ser entregues mediante ordem judicial específica.

A coluna não identifica o tribunal responsável. Um texto relacionado do Metrópoles, linkado na página, indica que a Justiça já negou um primeiro pedido de Lulinha para retirar o vídeo, mas a reportagem não traz detalhes dessa decisão.

O que a decisão pode definir na campanha

O recurso será decidido na reta final da disputa presidencial, com vídeos feitos com IA entre os conteúdos mais disputados nas redes. A resposta do tribunal vai indicar até onde a Justiça aceita a sátira com IA contra adversários políticos quando a peça mistura encenação e manchetes reais.

Se o recurso for rejeitado, o vídeo permanece no ar e Lulinha continua sem os dados de alcance, que dependem de ordem específica. Se for aceito, a decisão pode servir de referência para pedidos semelhantes contra conteúdos produzidos com IA durante a campanha.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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