O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) pretende, se eleito, iniciar a privatização de estatais federais pelas 'joias da coroa': Petrobras e Banco do Brasil. A venda ocorreria ainda no primeiro semestre do mandato, segundo o porta-voz econômico da campanha, Carlos Da Costa, em entrevista ao Valor Econômico publicada nesta quarta-feira (23).
Da Costa, que integrou a equipe econômica no governo Jair Bolsonaro, afirmou que o plano faz parte de um 'choque de credibilidade' com congelamento de novas contratações no serviço público, corte de penduricalhos, combate a fraudes em benefícios sociais e reforma da Previdência. A meta declarada é levar os juros a patamar abaixo de 10% ainda na primeira metade do ano.
Segundo o economista, privatizar no começo do governo é a janela possível, porque o Congresso ainda se reorganiza após a eleição e o Executivo chega com capital político. 'Ou você privatiza no começo, ou você nunca mais privatiza', disse ele ao jornal, apontando que as vendas exigiriam autorização por lei específica. Os recursos serviriam para reduzir a dívida pública e abrir espaço para juros menores, além de reforçar infraestrutura.
O programa também prevê mudar mínimos constitucionais de saúde e educação para metas de resultado fiscalizadas pelo TCU, e discutir parâmetros da Previdência em conselho tripartite. A reportagem do Valor e repercussões desta quarta reforçam a linha que a campanha já vinha defendendo: começar pelas estatais de maior valor patrimonial, estimadas em cerca da metade do patrimônio das empresas públicas federais.



