O mercado global de agentes de inteligência artificial deve passar de US$ 7,9 bilhões em 2025 para US$ 196 bilhões em 2030, segundo estudo da Blip divulgado pela Exame nesta sexta-feira (9). A diferença equivale a cerca de 25 vezes o tamanho atual, em cinco anos.
A reportagem trata a projeção como ponto de partida para uma pergunta prática: como empresas e profissionais devem organizar o trabalho quando parte das tarefas passar a ser executada por software com autonomia.
O que separa um agente de um chatbot
De acordo com a Exame, a diferença está na ação. Um chatbot responde a uma pergunta. Um agente recebe um objetivo, define as etapas e executa ações em diferentes ferramentas.
O exemplo usado pela publicação é o estoque de uma empresa. O chatbot informa quanto há de cada produto. O agente, conectado aos sistemas certos, consulta os dados, identifica o que precisa ser reposto e inicia os passos seguintes do processo.
A Exame cita atendimento ao cliente, vendas, compras e análise de dados como áreas de aplicação, além de outras atividades formadas por várias tarefas encadeadas. A matéria não traz declarações de executivos ou especialistas, e os números vêm exclusivamente do estudo da Blip.
Por onde a empresa deve começar
A primeira recomendação é partir das tarefas, não da tecnologia. Segundo a Exame, o ponto de entrada são processos repetitivos que envolvem consultar informações, comparar opções e executar vários passos em sequência.
Antes de automatizar, a publicação orienta mapear a atividade: quais informações são necessárias, que sistemas precisam ser acessados, em que momento uma pessoa tem de decidir e o que acontece quando algo foge do padrão. Esse levantamento separa o que pode ser delegado do que ainda exige julgamento humano.
Habilidades, limites e responsabilidade
Para o profissional, a Exame lista quatro competências: definir objetivos com clareza, avaliar se o resultado está correto, reconhecer quando a decisão deve voltar para uma pessoa e conhecer o negócio o bastante para supervisionar os agentes.
O risco cresce com a liberdade do sistema. Um agente que apenas lê dados oferece menos perigo do que um que pode alterar registros, enviar mensagens ou movimentar dinheiro, e por isso os limites devem ser definidos de antemão.
Quem responde pelo que o agente faz
A última recomendação é sobre responsabilidade. Se uma ação é executada em nome de uma pessoa ou empresa, precisa ficar claro quem a autorizou e quais limites valiam naquele momento.
Na prática, isso leva o gestor a registrar permissões por agente, a decidir quais ações exigem aprovação humana e a tratar a supervisão como função de trabalho, e não como tarefa eventual. Quem tiver esse desenho pronto antes de o mercado chegar aos US$ 196 bilhões projetados pela Blip tende a adotar a tecnologia com menos improviso.



