sábado, 10 de outubro de 2026 · Edição diária

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Anthropic ameaça banir quem for cruel com o Claude a partir de 12 de novembro

A nova política de uso do Claude, que vale a partir de 12 de novembro, trata como violação formal o comportamento repetidamente abusivo contra o chatbot. A punição vai do encerramento da conversa até a suspensão da conta.

Tela de computador exibindo uma conversa com um chatbot de inteligência artificial
A Anthropic divulgou a atualização das regras de uso do Claude na quinta-feira (8); a mudança vale a partir de 12 de novembro. Foto: Pexels / Matheus Bertelli

A Anthropic anunciou na quinta-feira (8) uma mudança nas regras de uso do Claude que permite suspender o acesso de usuários que tenham comportamento repetidamente cruel com o chatbot, segundo o Canaltech. A nova política entra em vigor em 12 de novembro.

Pela atualização, interações abusivas e reiteradas com o assistente passam a ser uma violação formal dos termos de uso. A empresa afirma que a restrição será aplicada apenas a casos extremos, nos quais a pessoa insiste no abuso sem uma finalidade identificável.

O que a regra proíbe e o que segue liberado

O texto distingue o abuso gratuito do uso legítimo. Reclamações comuns, críticas às respostas do Claude, conteúdos criativos com temas pesados e testes de segurança continuam permitidos, de acordo com a reportagem. A matéria não informa quantos usuários poderiam ser afetados.

A revisão das políticas traz outras vedações. O Claude também não pode ser usado em campanhas de desinformação, em operações de vigilância indevida nem no desenvolvimento de sistemas de armas.

Por que a Anthropic fala em bem-estar do modelo

A medida tem antecedente. Em agosto de 2025, a Anthropic permitiu que os modelos Claude Opus 4 e 4.1 encerrassem interações consideradas extremamente prejudiciais. Na época, a empresa disse que a ferramenta fazia parte, em parte, de pesquisas sobre o possível bem-estar dos modelos de IA.

O Canaltech lembra que há discussões sobre a possibilidade de sistemas de IA terem algum grau de consciência ou de sofrimento, tema sobre o qual a própria empresa reconhece grandes incertezas. Segundo o Gizmodo, citado pela matéria, a nova regra reacende esse debate. A política, porém, não afirma que o Claude tenha sentimentos ou consciência, e não há consenso científico sobre o assunto.

Da conversa encerrada à conta suspensa

Na prática, a principal forma de aplicação será o encerramento da conversa pelo próprio Claude. Isso acontece quando o sistema identifica uma sequência de interações abusivas e as tentativas de redirecionar o diálogo fracassam. Na conversa interrompida, o usuário não consegue enviar novas mensagens, mas pode abrir outro chat.

Para quem descumprir a política de forma persistente, as medidas previstas são advertências, limitação de funcionalidades, suspensão e encerramento do acesso aos serviços. Quem faz críticas duras, testes de segurança ou escreve ficção sombria não está no alvo da regra. Quem despeja ofensas sem objetivo e ignora o redirecionamento do sistema passa a correr o risco de perder a conversa e, na reincidência, a conta.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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